viernes, 2 de marzo de 2018

GRITO DOS EXCLUÍDO: Declaração Internacional da Marcha Mundial das Mulheres para o 8 de março de Declaración Internacional de la marcha mundial de las mujeres para el 8 de marzo de 2018

Grito Dos Excluídos
portugués y castellano al final
17 min ·
Declaração Internacional da Marcha Mundial das Mulheres para o 8 de março de 2018
Neste 8 de março de 2018, Dia Internacional de Luta das Mulheres, nós da Marcha Mundial das Mulheres, que somos mulheres diversas, de todos os povos, raças e idades, nos unimos mais uma vez para reafirmar que seguiremos em Marcha até que todas sejamos livres de toda a opressão do patriarcado capitalista e colonial. Seguiremos com o nosso feminismo como forma de vida e as ruas como o nosso espaço onde ampliamos nossas vozes de demanda.
Denunciamos e resistimos ao contexto político mundial, marcado pela crescente crise econômica, social, política, climática e ideológica. Em suma, denunciamos o estado de guerra total, em que nós mulheres somos as maiores afetadas!
Denunciamos os argumentos econômicos e nacionalistas como forma de privar-nos do exercício de direitos e liberdades fundamentais e consequente boicote da autonomia das mulheres e dos povos. Rejeitamos todas as políticas dos governos de direita, que, cada vez mais radicais, expressam ódio, racismo, misoginia, intolerância e demais formas de discriminação. Mantemo-nos firmes e em luta contra a criminalização dos movimentos sociais. A luta por nossos direitos e liberdades é uma expressão justa, portanto NÃO SOMOS CRIMINOSAS! Seguiremos nas ruas e em solidariedade com nossas companheiras assassinadas, perseguidas e privadas da sua liberdade e ação política.
Denunciamos e enfrentamos o avanço da militarização em todo mundo como estratégia de controle da vida dos povos. A militarização assegura o neocolonialismo, o novo saque e apropriação do capital sobre os recursos naturais e a manutenção do enriquecimento da indústria de armamento frente à crise. Para além do permanente estado de guerra no médio oriente e em África, preocupam-nos os sinais das potências militarizadas do Norte, que mostram uma ameaça de retorno à guerra fria e a contínua interferência nos países do sul tentando promover o modelo de democracia neoliberal nórdico como a meta a atingir.
Denunciamos os acordos de livre comércio, que empobrecem cada vez mais os povos do sul global. A apropriação, privatização e mercantilização do conhecimento, da terra, água, saúde, educação e demais bens comuns agudizam a exploração do trabalho das pessoas
empobrecidas, retiram a oportunidade das gerações seguintes, perpetuando o ciclo de pobreza. A indústria extrativista e o agronegócio seguem degradando a nossa saúde e nossas condições de vida, enquanto as elites políticas acumulam uma riqueza baseada na corrupção e impunidade e constroem um Estado que serve aos interesses das transnacionais. Reafirmamos que seguiremos colocando nossos corpos nas ruas para o enfrentamento da situação, visto que as instituições de direito estão cada vez mais fragilizadas diante do poder do capital e não funcionam como deveriam. As forças de mercado enfraquecem o estado social e de direito.
Denunciamos o assassinato do planeta pela institucionalização de um universalismo ocidental e pela busca desenfreada de lucro. O cartel formado pelas antiéticas corporações multinacionais está a destruir a mãe terra que nos mantém. Os acordos climáticos têm criado falsas soluções, fundamentadas num marketing de linguagem que tem se mostrado vazio e perpetuador da violência contra a natureza! Nós, da Marcha Mundial das Mulheres, mulheres do campo e das cidades, estamos pela manutenção da vida. Colocamos nossas vidas para defender a natureza da qual viemos, somos parte, nos mantém e para onde vamos. Defendemos a água, a terra e as florestas em nossos territórios, pois acreditamos em modos de vida que interajam de forma sustentável com os recursos naturais.
Denunciamos um mercado que explora e precariza as condições de trabalho das mulheres através de longas horas de trabalho, baixos salários e exposição a riscos diversos. Denunciamos a precarização do trabalho doméstico e de cuidados. Este trabalho que garante a manutenção da vida humana, que nutre, harmoniza, ensina, ampara. Este mesmo trabalho é invisibilizado e desvalorizado! Questionamos a divisão sexual do trabalho que sobrevaloriza o trabalho socialmente concebido para os homens a partir da negação do valor do trabalho atribuído as mulheres. Como pode o mundo inferiorizar o exercício das mais elementares tarefas para a existência humana, como o ato de cozinhar o que nos alimenta e limpar o lugar onde vivemos e nos deitamos? O trabalho exercido pelas mulheres é a base para manutenção da vida e, portanto, uma importante fonte de contribuição econômica. Exigimos o reconhecimento do valor do trabalho doméstico, pois as contribuições econômicas vão para além do que pode ser monetizado.
Denunciamos a indústria do auxílio internacional (aid industry) e os programas de desenvolvimento, em particular os que se focam nas questões de gênero, como agentes que promovem as agendas neoliberais e imperialistas, perpetuando a discriminação, racialização e exploração de mulheres dos países do sul.
Denunciamos e seguiremos denunciando sempre todas as formas de violência, porque não nos esquecemos da violência machista que enfrentamos cotidianamente em espaços públicos e privados. Dizemos bem alto: CHEGA! Basta de estupros, violações, uniões/casamentos forçados e feminicídios - que não acontecem apenas nos países da Ásia e África, mas que estão presentes nas vidas das mulheres de todas as classes e em todo mundo. Nossos corpos e nossas vidas nos pertencem e não negociaremos esse direito.
Enaltecemos, apoiamos e participamos de iniciativas para acabar com o silêncio como os recentes movimentos de denúncia e de ocupação do espaço público: Marcha das Mulheres, Time’s up, #metoo, Ni una a menos!, Vivas nos queremos! e a Greve Internacional de Mulheres
como iniciativas que se somam às lutas permanentes e incontornáveis que vimos travando contra a opressão do sistema patriarcal, capitalista e colonialista.
Enaltecemos as lutas e resistências das mulheres que usam seu local como espaço de construção de novas narrativas e de reescrever a história das populações marginalizadas, salientando a diversidade e multiculturalidade dos povos, a solidariedade como estratégia de subversão do sistema atual, e como estratégia de humanização, contribuindo para a transformação das sociedades, tornando-as mais justas e iguais.
É por tudo isto e mais que nós, mulheres da Marcha Mundial das Mulheres, como movimento de ação permanente, marcharemos neste 8 de Março.
Estaremos em ação ao redor do mundo durante as 24 horas do dia 24 de Abril de 2018 para reafirmar que “Rana Plaza é em todo lugar”. Denunciaremos a indústria têxtil, as transnacionais e todo tipo de exploração do trabalho das mulheres.
Seguimos rumo ao XI Encontro Internacional, de 22 a 28 de outubro no País Basco, onde construiremos coletivamente as utopias e alternativas em prol de um mundo de justiça, liberdade e paz pelo qual marchamos!
Seguimos transformando nossa dor em força!
Seguimos acreditando na solidariedade e no trabalho coletivo! Seguimos em Marcha , mulheres… sempre!
Fevereiro de 2018 Marcha Mundial das Mulheres

CASTELLANO

Declaración Internacional de la marcha mundial de las mujeres para el 8 de marzo de 2018

ESTE 8 de marzo de 2018, día internacional de lucha de las mujeres, nosotros de la marcha mundial de las mujeres, que somos mujeres diversas, de todos los pueblos, razas y edades, nos unimos una vez más para reafirmar que seguiremos Hasta que todas seamos libres de toda la opresión del patriarcado capitalista y colonial. Seguiremos con nuestro feminismo como forma de vida y las calles como nuestro espacio donde ampliamos nuestras voces de demanda.

Denunciamos y resistimos al contexto político mundial, caracterizado por la creciente crisis económica, social, política, climática e ideológica. En resumen, denunciamos el estado de guerra total, en el que las mujeres somos las mayores afectadas!

Denunciamos los argumentos económicos y nacionalistas como forma de privar del ejercicio de derechos y libertades fundamentales y consecuente boicot de la autonomía de las mujeres y de los pueblos. Rechazamos todas las políticas de los gobiernos de derechas que, cada vez más radicales, expresan odio, racismo, misoginia, intolerancia y otras formas de discriminación. Nos mantenemos firmes y en lucha contra la criminalización de los movimientos sociales. La lucha por nuestros derechos y libertades es una expresión justa, así que no somos criminales! Seguiremos en las calles y en solidaridad con nuestras compañeras asesinadas, perseguidas y privadas de su libertad y acción política.

Denunciamos y nos enfrentamos al avance de la militarización en todo el mundo como estrategia de control de la vida de los pueblos La militarización garantiza el neocolonialismo, el nuevo saqueo y la apropiación del capital sobre los recursos naturales y el mantenimiento del enriquecimiento de la industria armamentística frente a la crisis. Además del permanente estado de guerra en oriente medio y África, nos preocupan las señales de las potencias militares del norte, que muestran una amenaza de retorno a la guerra fría y la continua interferencia en los países del sur tratando de promover el modelo de democracia neoliberal Como la meta.

Denunciamos los acuerdos de libre comercio, que agotan cada vez más a los pueblos del sur global. La apropiación, privatización y comercialización del conocimiento, la tierra, el agua, la salud, la educación y otros bienes comunes agudizan la explotación del trabajo de las

Empobrecidas, retiran la oportunidad de las generaciones siguientes, perpetuando el ciclo de pobreza. La industria extrativista y el agroindustria siguen degradando nuestra salud y nuestras condiciones de vida, mientras que las elites políticas acumulan una riqueza basada en la corrupción e impunidad y construyen un estado que sirve a los intereses de las Reafirmamos que seguiremos poniendo nuestros cuerpos en las calles para hacer frente a la situación, ya que las instituciones de derecho están cada vez más debilitadas ante el poder del capital y no funcionan como deberían. Las fuerzas del mercado debilitan el estado social y de derecho.

Denunciamos el asesinato del planeta por la institucionalización de un universalismo occidental y la búsqueda desenfrenada de beneficios. El cartel formado por las inmorales corporaciones multinacionales está destruyendo a la madre tierra que nos mantiene. Los acuerdos climáticos han creado soluciones falsas, basadas en un marketing de lenguaje que se ha mostrado vacío y perpetrador de la violencia contra la naturaleza! Nosotros, de la marcha mundial de las mujeres, mujeres del campo y de las ciudades, estamos por el mantenimiento de la Ponemos nuestras vidas para defender la naturaleza de la que venimos, somos parte, nos mantienen y a donde vamos. Defendemos el agua, la tierra y los bosques en nuestros territorios, porque creemos en formas de vida que interactúan de forma sostenible con los recursos naturales.

Denunciamos un mercado que explota y precariza las condiciones de trabajo de las mujeres a través de largas horas de trabajo, bajos salarios y exposición a riesgos diversos. Denunciamos la precarización del trabajo doméstico y de cuidados. Este trabajo que garantiza el mantenimiento de la vida humana, que nutre, armoniza, enseña, alienta. Este mismo trabajo es invisible y devaluado! Cuestionamos la división sexual del trabajo que sobreestima el trabajo socialmente concebido para los hombres a partir de la negación del valor del trabajo asignado a las mujeres. Cómo puede el mundo difícil el ejercicio de las más elementales tareas para la existencia humana, como el acto de cocinar lo que nos alimenta y limpiar el lugar donde vivimos y nos acostamos? El trabajo realizado por las mujeres es la base para el mantenimiento de la vida y, por tanto, una importante fuente de contribución económica Exigimos el reconocimiento del valor del trabajo doméstico, ya que las contribuciones económicas van más allá de lo que puede ser monetarios.

Denunciamos la industria de la ayuda internacional (aid industry) y los programas de desarrollo, en particular los que se centran en las cuestiones de género, como agentes que promueven las agendas neoliberales e imperialistas, perpetuando la discriminación, la racialização y la explotación de mujeres .

Denunciamos y seguiremos denunciando todas las formas de violencia, porque no nos olvidamos de la violencia machista que nos enfrentamos en espacios públicos y privados. Decimos muy alto: Basta! Basta de violaciones, violaciones, UNIONES / matrimonios forzosos y feminicidios - que no sólo se producen en los países de asia y África, sino que están presentes en las vidas de las mujeres de todas las clases y en Nuestros cuerpos y nuestras vidas nos pertenecen y no negociaremos ese derecho.

Alzado, apoyamos y participamos en iniciativas para acabar con el silencio como los recientes movimientos de denuncia y de ocupación del espacio público: marcha de las mujeres, time up, #metoo, ni una menos!, vivas nos queremos! Y la huelga internacional de mujeres

Como iniciativas que se suman a las luchas permanentes e ineludibles que hemos visto bloqueo contra la opresión del sistema patriarcal, capitalista y colonialista.
Alzado las luchas y resistencias de las mujeres que utilizan su sitio como espacio de construcción de nuevas narrativas y de reescribir la historia de las poblaciones marginadas, destacando la diversidad y multiculturalidad de los pueblos, la solidaridad como estrategia de subversión del sistema actual, y como , contribuyendo a la transformación de las sociedades, haciendo más justas e iguales.

Es por todo esto y más que nosotros, mujeres de la marcha mundial de las mujeres, como movimiento de acción permanente, marcharemos este 8 de marzo.
Estaremos en acción alrededor del mundo durante las 24 horas del 24 de abril de 2018 para reafirmar que "rana plaza está en todas partes". denunciaremos la industria textil, las transnacionales y todo tipo de explotación del Trabajo de mujeres.
Seguimos hacia el xi encuentro internacional del 22 al 28 de octubre en el país vasco, donde construiremos colectivamente las utopías y alternativas para un mundo de justicia, libertad y paz por el que marchamos!

Seguimos transformando nuestro dolor en fuerza!

Seguimos creyendo en la solidaridad y en el trabajo colectivo! Seguimos en marcha, mujeres... Siempre!

Febrero de 2018 marcha mundial de las mujere

domingo, 18 de febrero de 2018

¿Por qué caen los gobiernos de izquierda en Latinoamérica?


Tomado de: aporrea.org https://www.aporrea.org/ideologia/a259478.html

Marcelo Colussi

19-24 minutes



"Nuestro enemigo principal no es el imperialismo, ni la burguesía ni la burocracia. Nuestro enemigo principal es el miedo, y lo llevamos adentro".

Domitila Barrios, Bolivia

Introducción

Desde hace largos años, pero acrecentado a partir del 2015, asistimos a un proceso de reversión (roll back) de los gobiernos de centro-izquierda que venían desarrollándose en Latinoamérica. La simultaneidad de esas caídas así como el elemento básico que los pone en jaque a todos por igual –La corrupción permite deducir que allí se juega una agenda determinada. Esta confluencia de elementos especialmente similares no es tan casual. No deja de llamar poderosamente la atención una serie de procesos más o menos similares, lo que autoriza a sacar algunas conclusiones. Por lo pronto, el que el fenómeno se nombre en inglés –"roll back", pues así figura en manuales de política internacional de la academia estadounidense al igual que en muchos de sus tanques de pensamiento deja entrever que allí se juegan políticas que no responden, como mínimo, a hispanohablantes.

"El único país que realmente tiene un proyecto unificador coherente para todo el continente es Estados Unidos [que habla en inglés]. Aunque, claro está, no es el proyecto más conveniente para los pueblos latinoamericanos precisamente" expresó sarcástico, y con precisión, el Premio Nobel de la Paz Adolfo Pérez Esquivel.

¿Por qué caen o son puestos contra las sogas todos estos gobiernos?

Como mínimo habría que apuntar dos grandes causas: 1) el capitalismo global, capitaneado por Estados Unidos, no tolera ningún experimento político-social que se pueda ir de sus manos; y 2) son procesos políticos muy débiles, populistas, con poco arraigo popular real más allá del "amor" amarrado al clientelismo en juego o a un líder carismático.

El capitalismo global, capitaneado por Estados Unidos, no tolera ningún experimento político-social que se pueda ir de sus manos.

En estos momentos de la historia, caído el muro de Berlín y revertida dos de las más grandes experiencias socialistas del siglo pasado (la Revolución bolchevique en Rusia y la Revolución china), el capital entona su himno de gloria. El capitalismo salvaje imperante hoy día, que hizo retroceder importantes conquistas sociales históricas para el amplio campo de los trabajadores, se presenta triunfante, sin oponentes a la vista. El fin de la Guerra Fría –ganada por el campo capitalista– y la derechización más absoluta de la vida cotidiana, puso a los trabajadores del mundo en situación de enorme desventaja.

Elementos impensables algunas décadas atrás –que hacen sentirse más en situaciones pre-capitalistas, con trabajo semi-esclavo en algunos casos, que en un mundo marcado por las tecnologías de avanzada– son cotidianos, se han normalizado, no se toman como severas afrentas. Los grados de explotación han subido en forma alarmante, y las posibilidades reales de respuesta ante tantos atropellos parecen ser pocas. Si bien puede haber reacciones ante tal estado de cosas, más viscerales que con proyectos articulados de mediano y largo plazo, no hay propuestas organizadas de cambio. Este desconcierto, esta desmovilización político-ideológica que sufre el campo popular, no es casual ni fortuito. Hay planes para que así suceda. "Nuestra ignorancia fue planificada por una gran sabiduría" (Scalabrini Ortiz), podría resumir perfectamente la actual fragmentación reinante.

El deporte profesional elevado a la categoría de "nuevo dios" (sabemos qué comió hoy Messi, o el color de calcetines que lleva, y desconocemos el plan de gobierno de, por ejemplo, nuestro Ministro de Salud), los cultos evangélicos que recorren Latinoamérica de extremo a extremo (parafernalia bien orquestada que solo sirve para embrutecer a las poblaciones creando fanatismos irreductibles), o el proceso de cooptación de los cuadros de izquierda (los que quedan vivos, claro) por la cooperación internacional con su discurso "políticamente correcto" pero donde desaparecen los articuladores básicos de las reivindicaciones (como, por ejemplo, las luchas de clases), todo ese paquete, debidamente amalgamado, da como resultado una sociedad dócil, manejada, conducida con relativa facilidad.

Esto es lo que está sucediendo en nuestros países desde hace algunas décadas, montándose en los miedos aterrorizantes que dejaron las feroces dictaduras militares y sus miles de muertos, torturados y desaparecidos: la desmovilización, el freno a las protestas populares y la búsqueda de sobrevivencia individual como bien supremo son la tónica dominante. Pero eso no significa que las injusticias terminaron, ni remotamente. Ahí están, como causas profundas de los pesares de todo el continente (considerado como la región más desigual del planeta, con la mayor diferencia entre quienes tienen todo y los desposeídos). Las injusticias no terminaron, aunque se maquillen y se traten de disfrazar con las ideas de "desarrollo" que nos invaden, algunas tecnologías de punta que se nos obligan a consumir (la telefonía móvil, por ejemplo, para convertirnos en "ciudadanos globalizados") o la posibilidad de la represión una vez más, que en realidad nunca terminó, sino que hoy adopta nuevas formas (auge desmedido de la delincuencia ciudadana, por ejemplo, que puede funcionar como coartada perfecta para seguir aterrorizando y, llegado el caso, "sacarse de encima" a cualquier "obstáculo molesto" para el sistema).

En ese marco de contención de toda protesta popular, el hecho que aparezcan gobiernos no completamente alineados con la lógica del capital dominante, gobiernos que "osen" levantar (un poco) la voz contra el amo imperial, ya es un peligro en este cuadro de situación.

Ninguno de los gobiernos que recorrieron Latinoamérica en estas últimas décadas con talantes más o menos "progresistas" (palabra confusa que da para todo, aunque nunca se especifique qué es), se propusieron cambios estructurales profundos. No se lo propusieron porque las condiciones no dan para ello, como sí pudo haber ocurrido, por ejemplo, en la década de los 60 del pasado siglo, en plena Guerra Fría y con la posibilidad de un reaseguro en la Unión Soviética.

Hoy el escenario es muy otro. Los gobiernos de centro-izquierda que se vienen dando en Latinoamérica (Bachelet en Chile, Mújica en Uruguay, el PT en Brasil, los Kirchner en Argentina, Lugo en Paraguay, Correa en Ecuador, Evo Morales en Bolivia, Chávez o Maduro en Venezuela), si bien no se plantearon en ningún momento medidas radicales (expropiaciones, poder popular con milicias armadas, un Estado realmente socialista con proyectos de transformación a largo plazo, etc.), son una molestia para el proyecto neoliberal en curso.

Estados Unidos, capitaneando esa globalización, impide por todos los medios cualquier iniciativa que pueda cuestionar su hegemonía. Ello, por la sencilla razón de ser potencia dominante que pretende continuar su supremacía durante el presente ello, por lo que necesita de Latinoamérica como un territorio vital (fuente de materias primas indispensables, de petróleo, de agua dulce, de mano de obra barata para llevar allí mucha industria de ensamblaje, como mercado para sus productos, entre otros beneficios). Las oligarquías vernáculas, articuladas a ese proyecto capitalista, hacen las veces de aliados tácticos en esa dominación; de ahí que todas reaccionan por igual ante estos gobiernos "molestos", con perfil populista.

La actual sucesión de caídas de gobiernos con propuestas reformistas (en Argentina ya "se fue" la "guerrillera montonera" Cristina Fernández viuda de Kirchner, en Brasil no sería nada improbable que pronto termine defenestrada y enjuiciada Dilma Roussef, en Ecuador la posibilidad de golpe palaciego contra Correa es siempre inminente, en Venezuela la Revolución Bolivariana pende de un delgado hilo) muestra una regularidad sorprendente. En todos los casos el "caballito de batalla" de la derecha (nacional o internacional) es la lucha contra la corrupción.

Curioso: un continente marcado por la más absoluta corrupción desde la época de la colonia (española o portuguesa) hasta nuestros días, donde siempre la política ha sido campo de acción de las más deshonestas e indecorosas conductas, levanta ahora esta pretendida cruzada contra lo que se dibuja como una nueva plaga bíblica, el peor de todos los males: la corrupción. El proyecto en ciernes parece bien concebido.

Guatemala –como tantas veces en la historia: diversas pruebas biomédicas, desaparición forzada de personas, ahora este nuevo experimento social– es un laboratorio de Estados Unidos para ensayar nuevas técnicas, aplicables luego en otros contextos. La detención de ex presidente y ex vice-presidenta de ese país por actos de corrupción durante el año 2015 con la consiguiente "revolución democrático-ciudadana" que enmarcó los hechos, fue una prueba de fuego para esta nueva táctica. Ahora pareciera que esa monumental lucha contra el flagelo de la corrupción entra en escena con una fuerza descomunal. Ahí tenemos los Panamá papers como una demostración de ese nuevo "espíritu de transparencia" que ahora pareciera derramarse sobre el continente, con Washington liderando esa "lucha titánica", ayudando a nuestras "atribuladas" sociedades a salir de ese cáncer putrefacto. (Valga aclarar que en este "descubrimiento" no hay ninguna empresa estadounidense, maniobra que se podría interpretar como una jugada para intentar capturar los cuantiosos fondos depositados actualmente en paraísos fiscales tendiendo a trasladarlos a la potencia del Norte, ¡que también tiene bancas offshore!!).

Con ese caballito de batalla de la corrupción, los gobiernos "díscolos" de la región comienzan a ser bombardeados, perseguidos, hasta que la política de acorralamiento da sus resultados. ¿Alguien se podrá creer todo este montaje? No importa si el hecho en sí mismo es real o no. En la guerra (y esto es una guerra, absolutamente, sin miramientos: ¿quién dijo que la terminaron las luchas de clases?) la primera víctima es la verdad. La corrupción es, al menos hoy día, algo absolutamente "normal" en las prácticas humanas, tanto entre los

"fallidos" Estados del Sur como en los ¿bien organizados y respetuosos? países del Norte. Lo cierto es que, tocando fibras profundas de nuestra ética moralista y apelando a una nunca declarada morbosidad –que aunque no se declare, la tenemos–, azuzar estos fantasmas da resultados. Lo dio en Guatemala, lo que le costó el puesto a Otto Pérez Molina y Roxana Baldetti; y a partir de esa exitosa prueba, puede verse que da resultados también en los países "molestos" para la lógica capitalista. ¿Cómo entender si no que la población boliviana, por ejemplo, beneficiada largamente en estos últimos años con el gobierno del MAS dirigido por Evo Morales con un claro talante popular, vote en contra de su reelección por una simple cuestión de su vida personal que a nadie le debería interesar? El trabajo de desprestigio, sin dudas, está muy bien hecho.

El capitalismo como sistema, y su principal exponente: Estados Unidos, no descansan un segundo en su lucha frontal contra cualquier elemento que pudiera cuestionarles. De ahí que, variando estilos –ya no se necesitan golpes militares sangrientos– sigue manejando los destinos de los países con mano de acero, impidiendo a toda costa la organización del pobrerío y las propuestas de cambio. La Revolución Bolivariana no es una revolución marxista; pero es un serio peligro para la dinámica capitalista, porque puede abrir caminos sin retorno (si se radicalizara, por ejemplo), y porque toca intereses estratégicos de Washington, tal como el detentar las reservas petrolíferas más grandes hoy conocidas. Ninguna de las experiencias de centro-izquierda mencionadas son revoluciones socialistas radicales, pero el solo hecho que hagan sombra ya es un peligro para los capitales. De allí esta encarnizada lucha contra la corrupción, que no es más que una lucha contra cualquier posibilidad de distribución un poco (¡apenas un poco!) más justa de la riqueza nacional.

Esta es una de las razones por las que ahora, casi como efecto dominó, vemos caer estos gobiernos. Pero hay más, y quizá más preocupante.

Procesos políticos muy débiles, populistas, con poco arraigo popular real más allá del "amor" amarrado al clientelismo en juego o a un líder carismático.

Este es el otro elemento que, quizá de un modo indirecto, contribuye a la caída en serie de estos procesos. Más allá del espejismo de una revolución socialista triunfante que puede haberse tenido del proceso venezolano en estos últimos años, con Chávez vivo o incluso luego de su muerte, similar en algún sentido con lo que pasó en estos países con procesos populares, la realidad muestra que nunca se salió de esquemas capitalistas.

Todos estos países (Argentina, Brasil, Chile, Uruguay, Paraguay, Venezuela, Ecuador, quizá en menor medida Bolivia) siguieron rigiéndose por modelos de mercado capitalista, con oligarquías nacionales dueñas de buena parte de la riqueza, con inversiones privadas multinacionales, y con Estados que siguieron defendiendo la propiedad privada de los grandes medios de producción (capital financiero, agrario, industrial, comercial). En todo caso, lo que pudo apreciarse en estos años pasados, son procesos de redistribución con algo más de sentido social (como puede haberlo sido, extremando las cosas, el gobierno de Manuel Zelaya en Honduras, o el de Álvaro Colom en Guatemala), pero no más. Es decir: administraciones que tuvieron algo más de "conciencia social", pero que no pasaron de un capitalismo de rostro humano, capitalismo keynesiano si se quiere, con las características propias de la región (donde la corrupción es un hecho cultural enraizado, histórico).

En todos los casos, con diferencias de detalles pero con denominadores comunes, no fueron procesos de revolución popular; todos estos gobiernos llegaron a la casa presidencial a través de elecciones dentro de los cánones capitalistas, respetando su institucionalidad. Esto abre la pregunta sobre cómo construir formas alternativas reales a los marcos capitalistas: está claro –la experiencia de todos estos procesos lo demuestra, incluida la Revolución Bolivariana, supuestamente el más radical de estos emprendimientos– que en esos moldes es imposible cambiar algo en la estructura, en lo profundo.

Eso fueron estos gobiernos (o lo son, porque muchos aún se mantienen en el poder): procesos bienintencionados, con reformas superficiales que mejoran en algo las condiciones de vida de las grandes mayorías, pero que no tocan lo esencial en juego: la propiedad privada de los medios de producción. Si se quiere ver desde una perspectiva crítica, ninguno de estos procesos, si no se radicaliza, puede sobrevivir al embate de las fuerzas conservadoras del capital.

Experiencias al respecto hubo muchas a lo largo del siglo XX en diversos puntos del sub-continente latinoamericano. Podría comenzarse con la revolución agraria en México, entre 1910 y 1920, o el peronismo en Argentina, la presidencia de Getúlio Vargas en Brasil, distintas expresiones modernizadoras y progresistas como la de Velasco Alvarado en Perú o la de Omar Torrijos en Panamá. En esa línea, con diferencias si se quiere, pero siempre en el ánimo de un capitalismo con rostro humano y tintes nacionalistas, todos estos actuales presidentes se enmarcan en similares proyectos. El clientelismo político, con bastante de populismo, no falta. ¿Regalar cosas tiene que ver con el socialismo y la construcción de una sociedad nueva?

Ahora bien: ¿es posible construir alternativas reales de cambio con estas propuestas? ¿Se puede cuestionar el sistema desde dentro de él mismo navegando en su institucionalidad? Pareciera que no, porque cuando se intenta ir más allá de lo permitido, la represión aparece. El caso de Salvador Allende en Chile nos lo recuerda patéticamente. Pero ejemplos hay numerosos: Jean-Bertrand Aristide en Haití, o Maurice Bishop en Grenada, el mismo Mel Zelaya en Honduras. Si se pretende ir un poco más allá de lo que el sistema tolera, el sistema se encarga de recordar que no es posible.

Ninguno de los gobiernos ahora mencionados –nos atrevemos a incluir también a la Revolución Bolivariana, más allá de toda la parafernalia mediática levantada y las esperanzas de renovación con su preconizado (y nunca definido) socialismo del Siglo XXI– produjo un rompimiento real con las estructuras del capital. Obviamente ninguno de estos gobiernos pretendió sentirse revolucionario en sentido estricto. Todos llegaron a través de los canales de la democracia burguesa, sin promesas de cambio revolucionario. ¿Por qué exigírsele algo por el estilo entonces?

Está claro que ninguno de estos procesos cuestionó de raíz a las oligarquías de sus países, o a la cabeza imperial. Por el contrario, en el marco de la actual avanzada financiera que predomina en el mundo globalizado, los grandes capitales bancarios son los que más se han beneficiado, incluidos los de todos los países reformistas (los bancos del sistema nunca ganaron tanto como con estos planteos neoliberales, defendidos finalmente también por los gobiernos de centro-izquierda). Si alguien salió corriendo hacia Miami espantado por el "comunismo que se viene", fue una timorata clase media, siempre manipulada y mal informada. Ninguno de los grandes grupos económicos de alguno de estos países en estos últimos años (multinacionales en muchos casos, expandidos por toda Latinoamérica y resto del mundo: Telmex o Televisa de México, Odebrecht o AmBev de Brasil, Techint o Arcor de Argentina, Falabella o CMPC de Chile, Grupo Polar en Venezuela, etc.) se vio perjudicado, amenazado de expropiación o enfrentando reclamos de sus trabajadores que hicieran pensar en un próximo paso al socialismo.

¿Por qué ahora van cayendo o pueden estar próximos a caer los planteos redistributivos? Porque se agotó la bonanza económica de algunos años atrás (la crisis capitalista mundial no perdona), y ahora hay menos para repartir. En el caso venezolano específicamente, porque hay proyectos globales para bajar los precios del petróleo, reduciendo de ese modo sus divisas, imponiendo climas de agobio económico. Van cayendo porque desde que nacen, estas iniciativas reformistas tienen sus días contados, más allá de la pasión que puedan mover, las esperanzas que puedan abrir. O se radicalizan, o caen. La experiencia lo demuestra. El único experimento socialista que se mantuvo y se amplió en Latinoamérica, porque realmente se radicalizó, fue Cuba. La Revolución Sandinista de Nicaragua, incluso, en su intento de convivencia pacífica con el imperio fue cediendo cada vez más. Ver dónde está Nicaragua en este momento es indicativo de lo que eso significó (con uno de los índices de pobreza más altos en el continente, aún con un ex comandante guerrillero de presidente).

Hugo Chávez movió pasiones (y las sigue moviendo, en tanto "Comandante eterno"… ¿Comandante eterno dentro de un modelo socialista?, no cuadra, ¿verdad?). Pero no se trata de mover pasiones, de clientelismo político, de campañas asistencialistas. Con eso se puede mantener durante un cierto período la ilusión de cambio, de "preocupación" por los humildes y excluidos…, pero eso tiene sus límites. Incluso, los tiene muy cercanos. De ahí que todos estos procesos, sabiendo que se desenvuelven en el medio de una fabulosa, sangrienta, tremenda guerra llamada "lucha de clases", no pueden remontar vuelo y proponerse cambios sustanciales si no es tomando distancia de sus raíces, de su pasado histórico.

Hoy pareciera que estamos tan ganados por el omnímodo discurso neoliberal privatista que nos cuesta creer en nuestras propias fuerzas como campo popular. La fuerza de la cooptación, indudablemente, no es poca: nos ha torcido el brazo en muy buena medida, y para algunos tener un gobierno "decente" es ya un avance. Quizá…, pero seguramente podemos ir más allá.

Hacer la consideración de "posibilismo", de ubicación con "los pies sobre la tierra", pareciera una forma de justificar el reformismo en ciernes, negador de cambios más profundos. Si seguimos pensando que un cambio real es algo más que lo cosmético, algo más que repartir con alguna equidad las migajas que no consumen los sectores acomodados; si seguimos pensando que, como dijera Marx: "no se trata de reformar la propiedad privada, sino de abolirla; no se trata de paliar los antagonismos de clase, sino de abolir las clases; no se trata de mejorar la sociedad existente, sino de establecer una nueva", estos pasos tibios son apenas una puerta de entrada. Si pensamos que la dignificación del ser humano es algo más que cobrar un salario "decente", hagamos nuestra aquella máxima del Mayo Francés de 1968 que reclamaba: "Seamos realistas: pidamos lo imposible".

Estos gobiernos de centro-izquierda caen, en definitiva, porque no tienen la más mínima posibilidad de imponerse, y más temprano que tarde el sistema tiene cómo sacudírselos. Antes, con golpes militares; ahora, con este nuevo ardid de la lucha contra la corrupción. En Latinoamérica la corrupción nos envuelve culturalmente, por eso es tan fácil señalarla siempre. Por eso, para un cambio genuino, el auténtico enemigo a vencer no es la corrupción, sin la injusticia. Para la construcción de alternativas es bastante evidente que tenemos que ir más allá de la institucionalidad fijada: dentro de estos estrechos márgenes parece que no es posible más que un "capitalismo mejorado, abuenado". Y eso no lleva muy lejos parece. Una vez más: "Seamos realistas: pidamos lo imposible".

domingo, 11 de febrero de 2018

ANALISIS ATILIO BORON: Sabotaje a la democracia en Venezuela


atilioboron.com.ar


 (Por Atilio A. Boron) Dando una vez más cumplimiento a su funesta misión Estados Unidos acaba de sabotear un acuerdo laboriosamente alcanzado entre el gobierno y la oposición venezolana en los diálogos de Santo Domingo.  La carta que el 7 de Febrero hizo pública el ex presidente del gobierno español José Luis Rodríguez Zapatero revela su sorpresa -y, de modo más sutil, su indignación- ante la "inesperada" renuncia por parte de los representantes de la oposición a suscribir el  acuerdo cuando estaba todo listo para la ceremonia protocolar en la cual se anunciaría públicamente la buena nueva . 

Como revela en dicha carta RZ dice que luego de dos años de diálogos y discusiones se había llegado a un acuerdo para poner en marcha "un proceso electoral con garantías y consenso en la fecha de los comicios, la posición sobre las sanciones contra Venezuela, las condiciones de la Comisión de la Verdad, la cooperación ante los desafíos sociales y económicos, el compromiso por una normalización institucional y las garantías para el cumplimiento del acuerdo, y el compromiso para un funcionamiento  y desarrollo plenamente normalizado de la política democrática." (https://www.aporrea.org/oposicion/n320777.html)
https://www.aporrea.org/oposicion/n320777.html
Ramos Allup, Julio Borges, Rodríguez Zapatero en Santo Domingo, 
Este acuerdo, de haber sido firmado por la oposición, ponía fin a la crisis política que, con sus repercusiones económicas y sociales, había desatado una de las más graves crisis de Venezuela en su historia. 

Era también un paso gigantesco hacia la normalización de una situación regional cada vez más crispada por las resonancias del conflicto venezolano. El pretexto sorpresivamente utilizado por la avergonzada oposición fue la renovada exigencia de que las elecciones presidenciales fuesen monitoreadas por el Grupo de Lima, una colección de países (Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colombia, Costa Rica, Guatemala, Guayana,  Honduras, México, Panamá, Paraguay, Perú, Santa Lucía) cuyos gobiernos compiten para ver quien hace gala del mayor servilismo a la hora de obedecer las órdenes emitidas por la Casa Blanca para atacar a Venezuela. El Grupo de Lima no es una institución como la UNASUR, la OEA u otras por el estilo. 

El documento elaborado en la República Dominicana ponía en manos de la Secretaría General de la ONU organizar la fiscalización del comicio presidencial, una institución infinitamente más seria y prestigiada que el Grupo limeño en donde abundan los narcopresidentes,  los golpistas bendecidos por Estados Unidos como los mandatarios de Brasil y Honduras , gobiernos como el de México que hicieron del fraude electoral un arte de incomparable eficacia, o el de Chile, cuyo mayor logro democrático es haber decepcionado tanto a su pueblo que menos de la mitad del electorado concurrió a votar en las últimas elecciones presidenciales. Sin embargo, la exigencia de que este impresentable grupo de gobiernos fuese el encargado de garantizar la "transparencia y honestidad" de las elecciones presidenciales en Venezuela fue el pretexto utilizado para boicotear un acuerdo que tanto trabajo había costado sellar. ¿Cómo explicar este súbito e inesperado cambio en la opinión de la oposición venezolana?
Rex Tillerson y Mauricio Macri en Buenos Aires
Para responder a esta interrogante hay que viajar a Washington. Tal como era previsible para la Casa Blanca la única solución aceptable pasa por la destitución de Nicolás Maduro y un "cambio de régimen", aún si esta opción entraña el peligro de una guerra civil e ingentes costos humanos y económicos. En otras palabras, el modelo es Libia, o Irak, y de ninguna manera una transición pactada entre el gobierno y la oposición, o menos todavía, aceptar la supervivencia del gobierno bolivariano a cambio de algunos gestos de moderación por parte de Caracas. 

Desde la perspectiva geopolítica que informa todas las acciones de la Casa Blanca ningún escrúpulo moral puede interferir en el proyecto de someter Venezuela al yugo estadounidense, esa enfermiza obsesión del imperio para convertir en un protectorado norteamericano a un país que cuenta con las mayores reservas petroleras del planeta y un territorio dotado de inmensos recursos naturales. Para los halcones de Washington cualquier opción distinta a esa es pura sensiblería, y si los políticos de la oposición venezolana creyeron que estas negociaciones serían si no avaladas al menos toleradas por la Casa Blanca cayeron en una infantil ilusión: creer que a Estados Unidos le importa la democracia, o lo que ellos llaman "crisis humanitaria", o la vigencia del Estado de Derecho en Venezuela.  

Al imperio estas cuestiones le son completamente irrelevantes cuando se habla de la inmensa mayoría de los "países de mierda" que constituyen la periferia del sistema capitalista mundial. Por eso no fue casual que la orden de abstenerse de firmar los acuerdos coincidiera con la visita de Rex Tillerson a Colombia, y que fuese el presidente Juan M. Santos quien tuviera la deshonrosa tarea de transmitir el úkase imperial a los representantes de la oposición reunidos en Santo Domingo. 
Juan M. Santos y Rex Tillerson en Bogotá
¿Cómo seguirá esta historia? Washington está tensando la cuerda para tornar inevitable una "solución militar" en Venezuela. Fue por eso que  Tillerson recorrió 5 países latinoamericanos y caribeños, en un esfuerzo para coordinar a nivel continental las acciones de lo que bien podría ser el comienzo de un asalto final contra la patria de Bolívar y Chávez. 

El Comando Sur está alistando personal de la Fuerza Aérea de Estados Unidos en Panamá sin otro verosímil propósito que el de atacar a Venezuela. Mientras, la ofensiva diplomática y mediática se extiende por todo el mundo. El Parlamento Europeo ha dado nuevas muestras de su  proceso de putrefacción y redobla las sanciones contra Venezuela, al paso que los sirvientes latinoamericanos y caribeños de Washington se pliegan oprobiosamente a la agresión. Este 8 de Febrero el gobierno de Chile anunció la suspensión de manera indefinida de su participación en el diálogo venezolano porque, según La Moneda, "no se han acordado condiciones mínimas para una elección presidencial democrática y una normalización institucional." Parece que, como una vez dijera José Martí, en Venezuela está llegando "la hora de los hornos y no se ha de ver más que la luz."     

domingo, 4 de febrero de 2018

Donde esta la oligarquía??


En los últimos tiempos la estructura del agro Uruguayo tubo cambios profundos. Los conceptos que muchos de nosotros teníamos, quedaron obsoletos ante estos cambios estructurales: 6 millones de hectáreas (y creciendo) en manos de capitalistas extranjeros que gozan de exenciones impositiva que le cuesta al pueblo 2700 millones de dolares por año, y con ninguna limitación a la repatriación de las ganancias. Si lo miramos desde la lucha por la soberanía hoy estamos mucho peor que antes de la dictadura, ya que hoy nos enfrentamos con tiburones, antes con mojarritas.

Para muestra un botón: solo uno de esos tiburones hoy tiene en propiedad directa e indirecta 496.209 hectáreas, y está comprando a todo ritmo para llegar a 600.000 hectáreas que necesita para la tercera pastera; y todo esto protegido por tratados leoninos firmados por los rosados de antes y los nuevos administradores del capitalismo dependiente Uruguayo. Todos este proceso facilitado por sus socios, los oligarcas CON campo y la nueva derecha del astorismo y compañía, en una lucha desesperada contra los hombres DE campo para obligarlos a que vendan.
De paso conviene recordar que los hombres DE campo son lo que acompañaron Artigas en "la redota" y los hombres CON campo lo que lo traicionaron.
HOMBRES CON CAMPO: Unas 90 empresas, en su mayoría SA, fueron autorizadas por el gobierno a ser dueñas de casi seis millones de hectáreas y aumentando!!!

 Un pequeño listado:...

 "Entre las empresas (todas ellas sociedades anónimas) que figuran en los registros oficiales con mayor extensión de tierras autorizadas por el gobierno http://www.busqueda.com.uy/nota/una... se encuentran:
>>Union Agriculture Group (UAG) con unas 320.000 hectáreas,

>>Stora Enso con 308.000 hectáreas, Agronegocios del Plata con 156.994 hectáreas,

>>Guanaré (Forestal Atlántico Sur) con 111.800 hectáreas,

>>Forestal Oriental (UPM) con 115.709 hectáreas, y de ese mismo grupo figura la subsidiaria Uruwood con 115.000 hectáreas y Eufores, una empresa adquirida en 2009 por el joint venture conformado por Arauco y Stora Enso, que tiene 369.000 hectáreas.

>>Otras firmas autorizadas fueron Forestal Cono Sur con 83.600 hectáreas,

>>Colonvade con 72.000 y la agrícola argentina MSU (Manuel Santos Uribelarrea) con 22.264 hectáreas.

>>En el caso de UAG figuran varias sociedades anónimas como Boisy, Rafilur, Madalux, Nogatir y Vadolmar, con unas 65.000 hectáreas en conjunto.

>>Otras autorizaciones fueron concedidas a la minera Aratirí (9.000 hectáreas),

>>Del Carmen y Santa Margarita, de la familia argentina Pérez Companc, con 24.911 hectáreas, distribuidas en los departamentos de Río Negro, Soriano y Tacuarembó.
El capital accionario nominativo de esas sociedades anónimas pertenece a Hudson Investment. Holding, constituido en las Islas Caimán, según consta en la autorización otorgada por los Ministerios de Ganadería y Economía en 2011.

>>Otras firmas exceptuadas fueron la semillera Hinkely con 4.688 hectáreas
y la danesa Ingleby, que cuenta con algo más de 25.000 hectáreas destinadas a la producción de granos y carne, entre otros productos, y que opera en diferentes países.

>>Un grupo de sociedades de la empresa Calyx Agro, creada por la compañía Louis Dreyfus, entre otros accionistas, figura en los registros con 62.964 hectáreas,

>>al igual que Forestal Atlántico Sur con 55.000 hectáreas, Frigorífico Modelo con 24.674 hectáreas,

>>Ginker con 68.148 hectáreas y Adecoagro, que tiene al magnate George Soros entre sus accionistas, con 42.000 hectáreas.

>>El grupo de empresas que son propiedad del inversor argentino Alejandro Bulgheroni recibieron las autorizaciones correspondientes: Nuevo Manantial y Estancias del Lago con 26.400 hectáreas,

>>Agroland con 1.674 hectáreas

>>y Gamorel con 567 hectáreas. Esos emprendimientos comprenden la producción de energía eólica, un megatambo, aceite de oliva, vinos, forestación y arándanos.

>>En el listado figuran además la estatal Alcoholes del Uruguay, que recibió aprobación del Ejecutivo para ser propietaria de un total de 11.440 hectáreas

>>y la Sociedad de Padres Salesianos con 4.930 hectáreas.

>>RMK Timberland, un fondo de inversión forestal originario de Georgia, Estados Unidos, obtuvo autorizaciones para las sociedades con las que opera en Uruguay: Taurión con 24.797 hectáreas, Monte Fresnos con 4.500 hectáreas y Ponte Tresa con 1.293 hectáreas.

>>Una de las primeras autorizaciones a ser exceptuada de la ley en cuestión fue la empresa forestal estadounidense Weyerhaeuser, que en los registros oficiales figura con 31.433 hectáreas. Otras sociedades vinculadas al mismo grupo inversor fueron exceptuadas: Los Piques con 11.000 hectáreas y Vandora con 4.967 hectáreas".
Fuente semanario Búsqueda.

PARA MI MANERA DE VER ÉSTOS SON ACTUALMENTE LOS VERDADEROS OLIGARCAS. LA MAYORÍA de ÉSTOS NO ESTABAN EL 23 EN DURAZNO.

Otro complejo problema es determinar con precisión la contradicción PRINCIPAL en el campo de hoy. Y esto lo determina las realidades económicas y sus relaciones entre sí y con el proyecto en curso, porque esto determina quien DESAPARECE O NO. Hoy esta claro que el actual proyecto de país que se lleva adelante, apoyado por la mayoría del poder político, está con los extranjeros.

Los cambios estructurales han llevado y esta llevando a que actualmente han cambiado mucho los actores de esta lucha, por ejemplo: antes de la dictadura los asalariados rurales eran mas de 250 mil y hoy son sólo 60.000 dispersos por todo el territorio. ver: http://www.busqueda.com.uy/mailing/notas/1775/campo_empresas/ aquellos trabajadores tuvieron un protagonismo relativo con respeto a los trabajadores de las ciudades; hoy este protagonismo esta dado como lo está el resto: dirigido por el PIT-CNT, que dicho sea de paso en este conflicto se ubico, junto al gobierno, defendiendo a los "hombres CON campo" y a los capitalista extranjeros, mostrándose (aparentemente "confundidos" con las viejas estructuras), de que éste conflicto es el viejo: Oligarquía Agraria ver-sus pueblo, hoy representado por el gobierno seudo progresista del Frente Amplio.

Ante todo esto, un grupo de ciudadanos publicaron un documento https://cheenonet.blogspot.com.uy/2...
-al que también rubriqué-, de 11 propuestas, algunas de carácter estructurales para comenzar a hablar de soluciones de fondo y no parches; y me parece que enriquecer este documento y/u otros que haya o que aparezcan, tendría que ser la tarea de todos los preocupados por estos problemas.

"En el punto 8) Crear a nivel estatal un Ente Autónomo que garantice el mercado y los precios, para la producción y distribución, y la prestación de servicios de maquinaria de mediano y gran porte.
Éste Ente Autónomo deberá ser económicamente sustentable -pero sin ganancias-, para evitar que afecte negativamente los costos de producción.
Tendrá también el cometido de reunir un equipo multidisciplinario de científicos, productores y otros actores, etc, para plantearse un paquete tecnológico soberano y agro-ecológico -que nos permita superar el actual, basado mayormente en la agricultura de los transgénicos contaminantes y dependiente del extranjero. Un sólo ejemplo: cuanto incide en los costos y en nuestra soberanía agrícola, el paquete tecnológico extranjero?"

Para aquellos que quieran enriquecerlo lo pueden copiar del siguiente enlace:

domingo, 21 de enero de 2018

Dándole contenido positivo a la protesta del campo y la ciudad.


INTRODUCCIÓN

El año 2018 comenzó con fuertes reclamos desde el campo uruguayo. Se pide a gritos que baje la presión fiscal que se ha hecho asfixiante, que se bajen los costos operativos y se estimule la producción nacional para que no siga cayendo el número de pequeñas y medianas empresas uruguayas, mientras en su lugar crecen grandes corporaciones extranjeras. Ya hubo algunas movilizaciones y es probable que pronto se articule una gran movida nacional para presionar al gobierno a tomar medidas que contemplen estas demandas.

Sería ingenuo descartar intereses políticos partidarios subyacentes o paralelos en estos reclamos que se levantan como una ola de rebeldía ciudadana que va tomando forma y pretende ir más allá del rubro rural sumando apoyos en empresarios y trabajadores en general. Ésto es porque en nuestro país, nuestro sistema democrático esta basado en los partidos políticos, EL VOTO ES OBLIGATORIO y cualquier solución momentánea o de largo alcance necesita de la voluntad política para poderse concretarse.

No compartimos el discurso de crítica al gobierno como si se tratara de una administración que estuviera conduciendo al país con políticas de izquierda. El desmesurado aumento del gasto público, las buenas relaciones con el PIT/CNT y el pasado guerrillero de algunas figuras de gobierno, salen a relucir como pruebas de que el país está en manos de gente con ideología marxista, etc. que se empecina en cerrase a los TLC y los horizontes hacia donde apuntan los países desarrollados.

Que eso es un error conceptual, queda a la vista cuando observamos los mismos problemas de competitividad y falta de rentabilidad afectando a los pequeños y medianos productores de Brasil y Argentina, donde hay gobiernos que nadie calificaría como de izquierda. La verdad por muy dura que nos parezca es que: Macri, Temer y Vázquez aplican las mismas políticas que benefician al gran capital. En los tres países crecen los latifundios de grandes multinacionales que expulsan a la familia rural. Los tres compiten para captar “inversiones” ofreciendo a extranjeros ventajas que niegan al empresario local. En resumen, el modelo económico es el mismo y los resultados son los mismos.
POR TODO LO ANTERIOR DECIMOS QUE:

También en esta movida estamos uruguayos que fuimos productores en el pasado y por los mismos problemas, hoy ya NO lo somos, productores en actividad, obreros de la industria, obreros del campo, maestros, profesionales, agrónomos y desocupados; todos afectados y preocupados por este modelo económico que se aplica en el país desde muchos años atrás, y pensamos que: para que esta lucha no camine renga, se necesita un cambio del modelo económico neoliberal en curso. Es en este sentido que planteamos el siguiente punteo de soluciones viables y ambientalmente sustentables a estos crónicos problemas que llevan años sin solución.
PUNTEO DE SOLUCIONES

1) La mayor parte de las reivindicaciones son correctas y las compartimos.

En estos planteos que hacemos hay soluciones que pueden ser inmediatas, a mediano y largo plazo; esto depende de la voluntad política que se logre.

2) No compartimos que los trabajadores sean parte del ajuste; por el contrario, los trabajadores son sus principales aliados en esta lucha

3) El problema económico no es el mismo para los medianos y pequeños que para los grandes productores. Por lo tanto sus reivindicaciones tienen que reflejar esas distintas realidades. Y lo mismo para las soluciones que proponemos u otras, que producto del dialogo se encuentren.

4) Los problemas de endeudamiento privado no pueden socializarse o estatizarse, o lo que es lo mismo: NO pueden pasarse esos endeudamiento privados a la deuda pública del país.
Que el sistema financiero (tanto el público como el privado) como corresponde, se hagan cargo de las deudas.
Refinanciándolas a los grandes y medianos, y sin intereses o con un interés simbólico para cubrir gastos -pero no para ganar dinero-, en un plazo negociado con los productores.
A los pequeños, condonarles sus deudas y planificar un mecanismo de ayuda solidaria de parte del país, para que puedan dejar de ser pequeños.
Desarrollar un nuevo mecanismo de pago de las deudas que esté RELACIONADO CON LOS RESULTADOS DE LA PRODUCCIÓN, para entre otras cosas, ayudarlos a defenderse del clima.

5) El paquete de reivindicaciones, tiene que plantear la modificación de la ley de inversiones extranjeras, para equiparar en exenciones e impuestos (por lo menos), a los nacionales con los extranjeros. Hoy este tema esta totalmente desequilibrado a favor de los extranjeros; esto genera que unos paguen mucho y otros muy poco.

6) La producción agrícola tiene que luchar con el clima, que juega un papel trascendental en el éxito o el fracaso. Por lo tanto los impuestos a la producción agrícola tiene que estar atada a la producción y ganancia.

7) Crear un régimen de seguro al productor agrícola, de carácter solidario, es decir financiado por todos; que sea eficiente en la defensa ante una calamidad climática u otros factores fuera de control del productor: que por ejemplo a quienes se queden sin ningún ingreso, le asegure un ingreso mínimo, que puede ser calculado basado en un promedio, por ejemplo de los últimos 5 años.

8) Crear a nivel estatal un Ente Autónomo que garantice el mercado y los precios, para la producción y distribución, y la prestación de servicios de maquinaria de mediano y gran porte.
Éste Ente Autónomo deberá ser económicamente sustentable -pero sin ganancias-, para evitar que afecte negativamente los costos de producción.
Tendrá también el cometido de reunir un equipo multidisciplinario de científicos, productores y otros actores, etc, para plantearse un paquete tecnológico soberano y agro-ecológico -que nos permita superar el actual-, basado mayormente en la agricultura de los transgénicos contaminantes y dependiente del extranjero. Un sólo ejemplo: cuanto incide en los costos y en nuestra soberanía agrícola, el paquete tecnológico extranjero?

9) Recuperar la función social y de apoyo a la producción de los Entes Autónomos ya existentes (hoy día MAL llamadas: Empresas del Estado). Esto no es un juego de palabras, nuestros entes autónomos no pueden generar ganancias (impuestos escondidos), que como sabemos tienen un alta incidencia en los costos de producción y distribución; sus objetivos hoy en día, están totalmente tergiversados por las políticas neo-liberales de ahora y de antes.

10) Deuda externa. Es injusto que tengamos que hacernos responsables de una deuda ilegítima, para ésto necesitamos encarar un mecanismo de auditar la deuda, para determinar la parte legítima de ésta. No podemos aceptar que la actual deuda del estado Uruguayo de más de 50 000 millones de dólares, sea totalmente legítima. Pensamos que una parte importante se mal utilizó u ocurrieron otros fenómenos; determinar esta cuestión (en que se utilizó, el cómo y otros fenómenos?) será responsabilidad de la auditoría que planteamos. Mientras tanto declarar al país en moratoria temporal de pagos, para dar tiempo a que la auditoria se concrete.

11) Encarar una reestructura del Estado, coordinada con los trabajadores, con el objetivo de elevar su eficacia y reducir sus costos.

A JUNTAR FUERZAS! CAMPO Y CIUDAD, CIUDAD Y CAMPO, DIALOGUEMOS NUESTROS PROBLEMAS E INQUIETUDES, AUNEMOS NUESTROS CRITERIOS PARA ENCARAR SIN BELIGERANCIA, PERO CON FIRMEZA Y DEMOCRÁTICAMENTE LAS ALTERNATIVAS DE SOLUCIONES, Y LOGRAR EL NECESARIO Y EQUILIBRADO DESARROLLO DE NUESTRO PAÍS!

Paysandú, enero 2018

Gilberto José Cora - Empresario
Nelson Eduardo Gutierrez - ex productor granjero, obrero jubilado
Marceliano Raul Ramirez Hernandes - Jubilado rural
Lincoln Leonel Ramirez - Comerciante
Gustavo Baglivo Molinelli - Ex productor apicola y horticultor orgánico.
Aníbal Jaén - Jubilado bancario

sábado, 30 de diciembre de 2017

La más ilustre de las damas de Cuba

cubadebate.cu
La más ilustre de las damas de Cuba
Mónica Sardiña Molina

3-4 minutes







Aquella dama nació en el lejano 1868. Pronto se convirtió en la musa de Céspedes, de Agramonte, de Perucho Figueredo, y de otros tantos que se batieron en un encarnizado duelo de diez años por conquistarla.

A Martí también lo cautivó. Fue amor a primera vista, por ese amor hizo sacrificios y locuras inimaginables. Maceo, Gómez y Calixto García sucumbieron tan solo a la idea de conquistarla, hicieron de la manigua un hogar y resistieron las heridas de tres guerras.

Bautizó a los hijos de Mariana, de Ana Betancourt y de María Cabrales. Los albergó en su regazo y sufrió en carne propia la muerte de cada uno de ellos.

A finales del siglo XIX otro invasor la sumió en un duelo de más de cincuenta años. Pero no dejó de engendrar titanes, no dejó de parir corazones. Desde su balcón saludó a Juan Gualberto Gómez, a Carlos Baliño y a un grupo de veteranos dispuestos a sostener la lucha aun sin armas.

Los más jóvenes admiraron su madurez y la consagraron su frescura: Mella, Villena, Guiteras, Alfredo López. Solo ella entendió el disparo de Chibás después del último aldabonazo y puso toda la fe en el intento de Echeverría de ajusticiar al tirano en su propia madriguera.

Cansado de que la mancillaran un joven abogado denunció el zarpazo del 10 de marzo de 1952 y nucleó a un grupo de aventureros que aprovecharon la noche como trinchera, refugio y campo de batalla.

Aquella dama crió cuervos y recibió a cambio la ingratitud de muchos. Vistieron uniformes, portaron armas y las dispararon contra ella, escribieron sus leyes con la sangre de otros y en sangre ahogaron las esperanzas de aquel tiempo.

Quienes la adoraban hicieron una peregrinación hasta el punto más alto de Cuba. Caminaron hasta que las llagas dejaron marcas definitivas, ayunaron, se encomendaron al Martí de Celia, pagaron el diezmo con vidas humanas… y vencieron.

Sí, fue aquel joven abogado, aquel que hizo del presidio un campo de entrenamiento, aquel que viajó a México y regresó con más de 80 seguidores, aquel que vertió su fanatismo en ocho hombres y siete fusiles para ganarla guerra.

Aquel abogado vestido de verdeolivo y de pueblo la llevó definitivamente al altar, el primero de enero de 1959. Defendió a su amada hasta la muerte y se aseguró de dejarla en las mejores manos.

Si alguien pregunta por ella, vive en Cuba, todos conocen a sus padres y a sus hijos, bebió de la fuente más digna para alcanzar la eterna juventud y se llama REVOLUCIÓN.

(Tomado del blog HORIZONTES)

martes, 26 de diciembre de 2017

Dos pasos adelante, uno atrás y el nuevo orden geopolítico mundial


lahaine.org

Dos pasos adelante, uno atrás y el nuevo orden geopolítico mundial

lahaine.org

Una clase acelerada de geopolítica. A eso estamos asistiendo desde hace algo más de dos meses, justo cuando comenzó la crisis de Ucrania, junto a la constatación –inapelable- de la decadencia y declive de EEUU como superpotencia. Sin embargo, la situación a la que estamos asistiendo tiene un calado mucho mayor en el tiempo que esos dos meses largos y hay que remontarse algo más atrás, casi un año. Con la crisis de Ucrania (un país fallido, donde el único poder es el que representan los neonazis amparados por Occidente) ha habido quien ha centrado el foco de la atención en si EEUU era capaz de derrocar tres gobiernos a la vez –Siria, Ucrania y Venezuela- pero no en lo realmente importante: la chulería y prepotencia estadounidense le ha llevado a cometer un error de grueso calibre, del que ya no se va a reponer: enfrentar a dos grandes potencias, China y Rusia, de forma simultánea y eso ha reforzado la alianza entre ellas.
La actualidad que nos marcan los medios corporativos capitalistas no debe hacernos olvidar que todo lo que está aconteciendo tiene unos orígenes, que no son otros que la aprobación, en enero de 2012, de la nueva Doctrina de Seguridad Nacional de EEUU en la que se certifica el “giro” hacia Asia por parte de una superpotencia en decadencia acelerada (1). Era el último intento de mantener el dominio mundial y conviene realizar una lectura del artículo mencionado para tener unos antecedentes de lo que está ocurriendo ahora.
En esa DSN Rusia sólo jugaba un papel secundario. EEUU consideraba que estaba neutralizada en el Occidente europeo –rodeaba de bases de la OTAN por todos los lados, menos por uno: Ucrania- y sólo tenía que preocuparse por los países orientales (Turkmenistán, Azerbaiján, Uzbekistán, Kirguizistán, Tayikistán) para que no tuviesen la tentación de caer en la órbita de Moscú, ya aislada del resto de Europa. Por lo tanto, siguió adelante con su política asiática azuzando las tensiones con China, negando las reivindicaciones de Beijing sobre el Mar de China o exacerbando las disputas entre este país y Filipinas y Vietnam. La prepotencia estadounidense ha sido tal que o no se ha percatado de que tanto Moscú como Beijing habían tomado buena nota de lo que significaba esa DSN o ha hecho caso omiso considerándolo, poco menos, que un juego de críos. Y eso pese a que el acercamiento entre los dos países, escenificado para los profanos en los vetos conjuntos a las pretensiones occidentales sobre Siria, se fortalecía con cada iniciativa estadounidense.
La colaboración entre Rusia y China ha ido cada vez a más. Lejos parece que están los enfrentamientos ideológicos y políticos de la década de 1960 y nunca han estado más cerca que ahora. Mientras Occidente azuzaba a los neonazis de Kiev a la revuelta en lo que considerada último movimiento para cerrar el cerco contra Rusia, Moscú y Beijing realizaban maniobras militares conjuntas (dos en lo que va de año) y estrechaban lazos económicos, políticos y militares (la última reunión entre los jefes de los respectivos ejércitos se produjo durante los Juegos de Invierno de Sochi) que se sancionarán de forma definitiva en la visita que Putin va a realizar a China este mes de mayo. Rusia está preparando el terreno para un progresivo cierre de la UE al gas ruso y nada menos que el 30% de la producción de gas y petróleo va a ir destinada a China, país que ve los cielos abiertos con la crisis de Ucrania porque, de un plumazo, mata una de las bazas de EEUU: el cerco marítimo a China. EEUU tiene en la actualidad el 60% de toda su flota de combate en los mares asiáticos y podrían dificultar el suministro energético y de alimentos que llega a China de otros continentes como América Latina o África. Pero el acuerdo con Rusia hace ineficaz ese bloqueo porque los dos países tienen frontera terrestre.
Con la retaguardia segura, Rusia ya sólo tenía que preocuparse por el flanco occidental, donde EEUU movía sus piezas para completar el control del tablero de ajedrez del que hablaba Brzezinski: Ucrania. Primero, quitando a Rusia su acceso al mar Mediterráneo (no lo pudo hacer en Siria, donde Rusia mantiene la base de Tartus); segundo, poniendo la OTAN a las mismas puertas de Moscú. Así que no había tiempo que perder y Rusia actuó en consecuencia, con determinación y con dureza. Como dice un refrán, “los rusos tardan mucho en ensillar, pero luego montan deprisa”.
Masivo rechazo a Occidente
Hay un dato que conviene resaltar: la anexión de Crimea a Rusia, previa votación en un referéndum de autodeterminación, contó con el apoyo unánime de todo el parlamento ruso, desde la derecha nacionalista hasta los comunistas. Este dato es crucial para entender lo que está pasando en Rusia y el por qué de la actitud de Putin. Ese apoyo unánime no es más que la constatación de un sentimiento, cada vez más extendido entre los rusos, de romper cualquier vínculo con las instituciones europeas a quienes consideran –con toda la razón- como “los perros falderos de EEUU” (2). Desde hace dos meses no hay encuesta en la que no aparezca un número cada vez mayor de rusos que no quieren saber nada de Occidente (72%, cinco puntos más que en 2013) mientras que aumenta de forma significativa el de quienes apuestan por “un camino de desarrollo propio” (46%, en 2006 este porcentaje era sólo del 15%) sin descartar “el retorno de Rusia al socialismo” al que aspira el 28%, cuatro puntos más que en 2013 (3). Por si todo ello fuese poco, una nueva encuesta certifica que el 56% de los rusos consideran que la famosa “perestroika” de Gorbachov “causó más daño que provecho” para el país (4). Estas son algunas de las razones por las que hoy la tercera ciudad de Rusia en número de habitantes, Novosibirsk –un millón y medio de habitantes-, cuenta con alcalde comunista desde el 9 de abril de este año ganando ampliamente a la candidatura de Rusia Unida, la formación de Putin.
Está claro que Putin está aprovechando el momento y, de esta forma, romper de forma definitiva con cualquier veleidad “euro-yeltsinista” en Rusia. Los “liberales” pro-occidentales están en las catacumbas en estos momentos y sin posibilidad alguna de recuperar la influencia que tuvieron durante la presidencia de Yeltsin o, en menor medida, pero la tuvieron, durante la etapa en la que Medvedev fue presidente (ahora es primer ministro). Este sector abogaba, entre otras cosas y sin entrar en consideraciones de política interna, por una mayor colaboración con la OTAN o una alineación sin fisuras con Occidente en lo referente a la cuestión nuclear de Irán –Medvedev incluyó los misiles S-300 en el material bloqueado como consecuencia de las sanciones aprobadas por la ONU pese a que no es material ofensivo, sino defensivo y, por lo tanto, no incluido en las sanciones (5)- y no se opuso a la agresión militar occidental contra Libia (recuérdese el enfrentamiento, público, que tuvieron Medvedev y Putin sobre este tema).
Como bien entendieron Rusia y China tras la aprobación de la DSN de Obama, la UE no pinta nada a nivel geopolítico y sólo hay que tener en cuenta a EEUU. De ahí que ambos países hayan incrementado sustancialmente su presupuesto de defensa que, en el caso de Rusia, ha llegado hasta extremos muy similares a los que tuvo el Ejército de la URSS. Esta es la razón por la que EEUU no sabe muy bien qué hacer tras el puñetazo encima de la mesa dado por Putin y se limita a movimientos prácticamente simbólicos con la OTAN, pero sin una estrategia clara, puesto que no todos los integrantes europeos de la OTAN están por la labor de molestar a Rusia. Es el caso de Alemania.
Pongamos, por ejemplo, el caso de las famosas sanciones. Las que ya han impuesto tanto EEUU como la UE son de risa, y “las serias consecuencias” –el mantra recurrente occidental- a las que se enfrentaría Rusia si la crisis sigue adelante no son más que humo. No es la primera vez que los occidentales se tienen que tragar sus bravatas. Ya ocurrió en 2008, cuando Rusia intervino militarmente tras la agresión de Georgia contra Osetia del Sur, y lo mismo cuando los más aguerridos congresistas de EEUU pidieron al gobierno de Obama la imposición de sanciones por el apoyo de Rusia a Siria o por otorgar asilo a Snowden.
Rusia no es otro país más, de esos que Occidente –que dice representar los “valores democráticos”, como acaba de demostrar en Ucrania respaldando un gobierno filofascista- suele incluir en su lista de imposición de sanciones si no hacen lo que Occidente dice que hay que hacer. Aunque haya sido un país cándido, incluido Putin, como cuando aceptó plagar Asia Central de bases estadounidenses con la pretendida misión de “combatir el terrorismo” a raíz de la invasión a Afganistán en 2001. Esa candidez ha desaparecido y ya nada será igual.
La crisis de Ucrania ha dejado bien patente que Rusia ha vuelto a lo más alto de la geopolítica. Ya lo había hecho con Siria, pero ahora ha dado un paso más. Está escenificando que está madura para romper con la dependencia occidental y recuperar el componente nacional de toda la industria. Esta fue una de las consecuencias que, para Rusia, tuvo el ingresar en la Organización Mundial del Comercio. Hoy no es pequeño el número de historiadores que consideran que los logros de la política de industrialización de Stalin en la década de 1930-1940 se explican por los bloqueos comerciales y crediticios occidentales contra la URSS. El resultado es que la URSS supo aprovechar la situación para crear un poder económico e industrial que le permitió ganar la II Guerra Mundial pese a la brutal invasión nazi. No es infrecuente leer este símil en los periódicos rusos y no es porque nos acerquemos a una nueva conmemoración, el 9 de mayo, de la derrota nazi.
Téngase en cuenta la encuesta antes mencionada y los últimos movimientos rusos. Ha habido analistas que han considerado la conferencia de Ginebra sobre Ucrania como una “cesión” de Rusia frente a las presiones de Occidente. Sin embargo, no es más que un movimiento geopolítico inspirado en Lenin, un paso atrás cuando antes lo que se ha hecho ha sido dar dos pasos hacia adelante: un retroceso táctico cuando se ha ganado una posición estratégica. La retirada táctica de Rusia ha sido aceptar en la mesa al gobierno filofascista de Kiev, al que había negado –y sigue negando- cualquier representatividad, y la ganancia estratégica es que en dicha conferencia no se ha dicho ni una sola palabra sobre Crimea. Si es que ha habido retroceso, puesto que ese gobierno filofascista está sumido en un absoluto caos y asistiendo impotente al fortalecimiento gradual y constante de la resistencia popular antifascista –y sí, prorrusa- en el Este. Aquí también hay una cierta confusión entre quienes dicen que esta resistencia popular está alentada por oligarcas y la realidad, donde quien está haciéndose con el control son milicias y movimientos claramente populares y de corte socialista. Las banderas con la estrella roja de cinco puntas sobre la bandera rusa son cada vez más patentes. Además, el gobierno filofascista de Kiev no es nada de fiar (¿o no hay que recordar que un día antes del golpe contra Yanukovich la llamada “oposición” que hoy forma ese gobierno filofascista había firmado otro acuerdo certificando la celebración de elecciones y el levantamiento de las protestas del famoso Maidan?) como acaba de quedar claro con el ataque a un puesto civil en Slavianks en violación flagrante de lo acordado en esa conferencia.
Rusia, ahora, devuelve la jugada porque en ese acuerdo lo que se recoge es el desarme de los neonazis, algo que ni siquiera se plantean los títeres de Kiev y sus patronos occidentales que, por el contrario, insisten en que quienes se tienen que desarmar son las milicias populares de Donetsk y otros lugares. Pero, algo que ha pasado desapercibido, este acuerdo de Ginebra se produjo casi en el mismo momento en el que Putin recomendaba a las empresas rusas anular su registro en el extranjero y llevar sus acciones a la Bolsa de Moscú para protegerse así de posibles sanciones futuras y “proporcionar seguridad económica al país” (6).
La hipótesis de la autosuficiencia industrial, en absoluto descartable, serviría para que Rusia completase el “giro asiático” que está poniendo en marcha con la Unión Euroasiática… y el reforzamiento de su alianza estratégica con China y los BRICS.
El fin de Occidente: el acuerdo ruso-chino y los BRICS
Porque este es el otro componente del tablero ucraniano: pese a las alucinaciones occidentales sobre la existencia de un malestar en Pekín por el movimiento de Moscú, y ponen como “ejemplo” la abstención en la ONU –por esa regla de tres, también habría que hablar de malestar de Israel con EEUU puesto que también se abstuvo en la votación de la Asamblea General que rechazó el referéndum de autodeterminación de Crimea-, China está con Rusia.
Sólo hay que leer lo que publican periódicos como el “Diario del Pueblo”, el órgano de expresión del Comité Central del Partido Comunista: “Las teorías políticas, económicas y de seguridad de la Guerra Fría aún influyen a mucha gente en su concepto del mundo, y algunos occidentales siguen imbuidos de resentimiento hacia Rusia” (7). O la agencia estatal “Xinhua”: “Rusia podría no estar más tiempo interesada por competir por la preeminencia global con Occidente, pero cuando esto se refiere a la limpieza del caos que Occidente creó en su patio trasero, los líderes rusos una vez más dan prueba de su credibilidad en la planeación y ejecución de acciones eficaces para contrarrestarlo” (8). ¿Aún hay dudas? Pues la coincidencia de criterios a nivel de ministros de Asuntos Exteriores entre los dos países, Sergei Lavrov y Wang Yi, es total respecto a Ucrania (9). Entre otras cosas, porque también China tiene que enfrentarse a una mentalidad de “guerra fría” como sucedió cuando en julio del año pasado amplió su Zona de Identificación de la Defensa Aérea en el Mar de China Meridional, movimiento que fue rechazado por EEUU y sus aliados, como Japón. Y, por si todo ello fuese poco, aquí está el esclarecedor artículo de un general, Yang Yucai, integrante del Grupo de Estudios de Crisis del Ejército Popular de Liberación: “la alta eficiencia de la Administración Putin en la gestión de la crisis regional es impresionante; esta alta eficiencia se deriva de una institución de seguridad unida, de un alto nivel de planificación estratégica y de una sólida base jurídica [en referencia a la defensa del derecho internacional]. China debe sacar sus conclusiones al respecto” (10).
Muy atrás están ya las críticas que China realizó a Rusia por la guerra de Georgia (2008) puesto que China siempre ha insistido en la no injerencia en los asuntos internos. Porque nada en la situación actual de Ucrania garantiza a China que el gobierno filofascista que se ha instalado en Kiev cumpla los acuerdos firmados en diciembre de 2013 con Yanukovich por los que ambos países se convertían en “socios estratégicos” garantizando la inversión china en áreas como infraestructuras, aviación, industria aeroespacial, energía, agricultura y finanzas por un importe de 30.000 millones de dólares. Los chinos tienen muy presente lo que pasó en Libia (2011), donde los acuerdos que había firmado con Gadafi fueron “suspendidos” –y no reanudados hasta ahora- por el gobierno títere impuesto por Occidente. Además, China está deseosa de aumentar su cooperación energética con Rusia. El comercio entre los dos países no ha hecho más que crecer desde 2011, estipulándose que en 2020 se alcanzarán los 200.000 millones de euros (11) con un dato significativo: rusos y chinos ya vienen poniendo en marcha que ese intercambio comercial no tiene por qué estar basado en el dólar y hay datos concretos de utilización de sus propias monedas (rublo y yuan) en este intercambio.
Un aspecto importante de esta cooperación hace referencia al suministro de petróleo y gas y Rusia encuentra un consumidor ávido de ambos productos en China, a un nivel muy superior al que ambos países tienen ahora, como ya se ha dicho más arriba y que se sancionará en la visita de Putin a Beijing en mayo. Y a la inversa. Anticipándose a la supuesta retirada de capital europeo y estadounidense de Rusia si la cosa en Ucrania va a más, los chinos ven el cielo abierto para sus inversiones: “se creará un vacío que debe ser rellenado porque Rusia necesita inversiones foráneas; todo eso abre oportunidades para inversores chinos” (12). Vamos a ver cómo en la visita de Putin estos factores aparecen en primer plano.
Pero, con ser importante esta alianza, que pone fin a la supremacía occidental, no lo es menos que se está reforzando como nunca el eje BRICS, del que Rusia y China son los principales motores. El enojo de los BRICS ante la falta de interés de Occidente en ir más allá de la palabrería –en 2010 se acordó reformar el sistema de cuotas del FMI, acorde con el mayor papel económico de los países BRICS, sin que hasta el momento haya habido iniciativa alguna en ese sentido- está generando movimientos inéditos a nivel geopolítico: ya hay un Banco Mundial alternativo, el Banco de Desarrollo de los BRICS, con capital de 50.000 millones de dólares y será en junio, tras el mundial de fútbol de Brasil, donde en la cumbre que ha de celebrarse en este país se dé un paso más reforzando dicho banco y ampliando a otros países su ámbito de intervención. Al mismo tiempo, en la última reunión del FMI (11 de abril), los BRICS no sólo criticaron el estancamiento a la reforma de cuotas que impone Occidente sino que dieron un ultimátum para su reforma con la amenaza, también, de poner en marcha una “alternativa al viejo sistema” en la que ya se ha dado un primer paso: un fondo de reservas propio en el que desaparece el dólar y se relega al euro en favor de las monedas nacionales de los BRICS, al tiempo que se apuesta por la internacionalización de la moneda china, el renminbi (yuan).
El fin de una era
Gramsci dijo hace 100 años que la crisis se produce cuando lo viejo no termina de morir y lo nuevo lo termina de nacer. En eso estamos. La postura de Rusia en Siria y ahora en Ucrania es un claro desafío a la prepotencia hegemónica estadounidense, aunque en este último país se está defendiendo del “castigo” que pretendía imponerle EEUU por haberse atrevido a desafiar la hegemonía estadounidense para reemplazarla por un sistema multipolar –que no es lo mismo que “multilateral”- donde se respete el derecho internacional. Está claro que ya no va a haber una vuelta atrás en el viejo orden mundial y que esta es una de las razones por las que los filofascistas de Kiev y sus patronos occidentales aceptaron ir a la mesa de negociaciones con Rusia.
Estamos asistiendo al nacimiento de una nueva era donde se cuestiona, cuando no se rechaza, el paradigma occidental envuelto en valores que sólo sirven a una minoría pequeña, arrogante y capitalista tal y como hoy se entiende la globalización neoliberal. EEUU sabe que ya no tiene el poder que tenía y se defiende como una fiera herida, lo que le hace mucho más peligroso. Por eso no sería extraño que dentro de poco asistiésemos a un contraataque contra Rusia que no será ni en Siria –donde los “contras” puede que estén recibiendo material sofisticado, y es muy aleccionador ver las páginas web de los neonazis ucranianos “hermanando” sus “luchas” en Siria y Ucrania- ni en Ucrania –un país que no es país, en bancarrota y desestructurado- sino en la retaguardia rusa de Asia Central. EEUU tiene que dejar este verano la base de Manas en Kirguizistán y Rusia ya ha tomado posiciones en dicho aeropuerto junto a un sustancioso acuerdo comercial firmado con el país ex soviético. Otras antiguas repúblicas de la URSS están mirando con mucha atención lo que ocurre en Ucrania, y EEUU lo sabe como ya indicaba en la DSN de 2012.
Por lo tanto, será aquí donde EEUU intente responder a Rusia. Más en concreto, en Turkmenistán. En este país ya se vienen produciendo curiosos ataques provenientes de Afganistán y no será sorprendente que se incrementen en los próximos meses oscuros episodios de violencia que serán utilizados para que el gobierno turkmeno, formalmente neutral, se vea desestabilizado y tenga que optar entre EEUU –que ya ha ofrecido su colaboración militar para “combatir a los terroristas afganos”- o Rusia.
El nuevo mapa geopolítico está tomando forma; el nuevo orden, también. No va a ser un proceso ni fácil ni tranquilo pero, por el momento, Rusia y China tienen en sus manos las principales cartas de la baraja y las están jugando bien. Tanto que periódicos como el International New York Times (nombre actual del Internacional Herald Tribune) se ven obligados a editorializar sobre la crisis de Ucrania haciendo un llamamiento a la clase política estadounidense sobre “los fallos” cometidos por EEUU y la UE en el espacio post-soviético, y no sólo en Ucrania, en lo referente al aislamiento y cerco a Rusia –“EEUU y la UE actuaron alegremente sin tener en cuenta las consecuencia de sus actos”, dice textualmente-, para terminar diciendo que “en Ucrania estamos viviendo una crisis del viejo orden que exige nuevas formas de pensar, nuevas precauciones, una nueva comprensión de los profundos desafíos de este interregno histórico”. Porque, en caso contrario, y tras reconocer que “la influencia [de EEUU] en el extranjero sigue disminuyendo”, llegamos a una situación en la que “asistimos al desmoronamiento del status quo” –en referencia al predominio de EEUU- que el periódico estadounidense identifica con un “desorden internacional sin precedentes desde 1930” (13).
EEUU y la UE cada vez pintan menos en la escena geopolítica. Siguen siendo actores importantes, pero ya no cruciales. Ahora hay otros que están, cuando menos, a su mismo nivel si no por encima. Tal vez sea una simple anécdota, pero una muestra de cómo asistimos a un nuevo tiempo lo acaba de proporcionar el Movimiento Nacional para la Liberación de Azawad, la organización tuareg del norte de Mali, al solicitar el apoyo de Rusia a su estado, proclamado el 6 de abril de 2012, y que está siendo combatido por el gobierno de Mali –formalmente hay una tregua desde junio de 2013- con el apoyo de Francia.

Notas:
(1) Alberto Cruz, “La nueva estrategia de defensa de EEUU: el último intento por mantener el dominio mundial”, http://www.lahaine.org/index.php?p=59471
(2) RBC Daily, 7 de abril de 2014.
(3) Ibid.
(4) Novosti, 28 de abril de 2014.
(5) Irán ha puesto una demanda millonaria contra Rusia por incumplimiento de contrato. Rusia sabe que va a perder la demanda y está negociando la entrega a Irán de otros misiles de capacidad similar, como los Tor, aunque Irán rechaza un cambio insistiendo en los S-300. Con la crisis de Ucrania se ha vuelto a hablar de un acuerdo Rusia-Irán sobre el tema, sin especificar en qué consistiría aunque se dice que incluiría la compra de petróleo iraní a pesar de las sanciones, así como la construcción de mini-refinerías o la explotación de yacimientos de gas en territorio iraní.
(6) Bloomberg, 9 de abril de 2014.
(7) Diario del Pueblo, 26 de febrero de 2014.
(8) Xinhua, 8 de marzo de 2014.
(9) Efe, 3 de marzo de 2014.
(10) Global Times, 22 de abril de 2014.
(11) Alberto Cruz, “La cooperación entre Rusia y China: el nuevo enfoque geoestratégico que pone fin al poder de Occidente” http://www.lahaine.org/index.php?p=57539
(12) Diario del Pueblo, 13 de marzo de 2014.
(13) Internacional New York Times, 16 de abril de 2014.
albercruz@eresmas.com. CEPRID

miércoles, 20 de diciembre de 2017

¿Hacia dónde va China: de regreso a la economía planificada o al fortalecimiento del capitalismo?

tomado de: El Militante: http://argentina.elmilitante.org/
 Original:
http://argentina.elmilitante.org/internacional-othermenu-33/asia-othermenu-36/7479-2017-12-13-11-45-30.html

Escrito por Zhan Dou Zhe y Dan Morley
Miércoles 13 de Diciembre de 2017 11:42


En el reciente decimonoveno Congreso del Partido Comunista Chino, celebrado del 18 al 24 de octubre en Beijing, Xi Jinping aprovechó la oportunidad para hacerle saber al mundo que China es una "fuerza poderosa" que pronto recuperará su posición legítima, como el "Reino Medio", es decir, el centro de la humanidad. Sin embargo, detrás de todas las fanfarronadas, uno podría detectar inquietud ante la perspectiva de una creciente inestabilidad interna que fluye de la inminente crisis del capitalismo.




El Congreso fue una rara ocasión para que los medios y políticos del mundo pudieran vislumbrar las perspectivas y prioridades del Estado chino. Las dos características principales del Congreso fueron el discurso de apertura de Xi Jinping y el anuncio del nuevo Comité Permanente del Politburó, el organismo dirigente del Estado chino.

Ambos han sido percibidos en los medios de comunicación occidentales exclusivamente a través del prisma de su preocupación liberal por la creciente concentración de poder de Xi, que también temen que esté alejando a China del capitalismo y volviendo al maoísmo. Pero para aquellos de nosotros que no estamos cegados por los prejuicios liberales, es claro que la centralización del poder tiene un propósito muy opuesto: un mayor fortalecimiento del capitalismo en toda China.

Desde que asumió el cargo en 2012, la administración de Xi Jinping se ha caracterizado por su marcada dominación como líder preeminente de China, su campaña anticorrupción contra los poderosos jefes del Partido, sus menciones a Mao y el alto a la privatización de empresas estatales. Muchos de estos rasgos han llevado a algunos en Occidente a creer que Xi tiene un programa para regresar a la era de Mao de una economía nacionalizada planificada bajo una dictadura estalinista.

En un intento de equilibrar el proceso de transformación de China en una economía capitalista mientras mantiene su viejo poder estatal, el Partido ocasionalmente ha tenido que atacar a capitalistas individuales, corporaciones y burócratas rivales que actúan por su cuenta y amenazan la estabilidad del sistema. Tal es el caso de Guo Wengui, un magnate inmobiliario independiente que escapó de las investigaciones de corrupción en China y regularmente expone a funcionarios chinos corruptos en Youtube, particularmente a Wang Qishan, desde su ático en los Estados Unidos.

La cruzada anticorrupción de Xi puede tener como objetivo eliminar los "imprevisibles" u otras amenazas a la estabilidad. Sin embargo, en sí mismo también contiene el riesgo de aumentar la creciente inestabilidad. Por esta razón, representa una desviación dramática de la política más “a puertas cerradas" adoptada por la burocracia del Partido después del caos de la Revolución Cultural. Debajo de toda la retórica altisonante, está claro desde las perspectivas esbozadas en el Congreso del Partido por el propio Xi Jinping, que la creciente liberalización y profundización del mercado es una prioridad en su agenda.


El Comité Permanente (CP)
Con la respiración contenida, los medios de comunicación y políticos capitalistas del mundo esperaban el nombramiento del nuevo Comité Permanente del Politburó. Esta es una rara oportunidad para que el resto del mundo alcance a ver “entre bambalinas". La nueva composición del comité revelaría cuán fuerte es Xi y qué línea será la que adopte.

Este año, como temían los liberales occidentales, el nuevo Comité Permanente se aleja de la tradición del Partido de varias maneras. En lugar de ser un resultado del tira y afloja entre las facciones, la nueva lista está claramente dominada por aquellos que están subordinados a Xi. A ninguno de los nuevos miembros del Comité Permanente se le podría considerar un potencial sucesor futuro de Xi, lo que rompe con la tradición tácita del Partido de que un líder futuro debería ser parte del CP antes de asumir el control. Esto establece las bases para que Xi permanezca en el poder a través de un tercer mandato, algo sin precedentes desde la muerte de Mao. Esta ruptura con la tradición también puede alterar permanentemente la forma en que se forma el CP, ya que la influencia personal de Xi en la decisión de su composición ha socavado el uso tradicional de encuestas espontáneas de los miembros del Politburó para tomar decisiones.

En su primer mandato, Xi tuvo que compartir una lista al CP con altos líderes de diferentes facciones como Zhang Dejiang, Yu Zhengsheng y Zhang Gaoli, lo que requirió que se apoyara en gran medida en Wang Qishan para su campaña anticorrupción contra burócratas rivales. Ahora, la nueva lista del Comité Permanente integra 5 nuevos miembros (de 6 que no eran de Xi Jinping) que fueron promovidos por Xi o que están en completo acuerdo con sus puntos de vista.

Li Zhanshu, que ha estado cerca de Xi desde que ambos eran funcionarios del condado en la provincia de Hebei, en la década de 1980, es visto como uno de los lugartenientes más fuertes de Xi en la Secretaría del Partido en el período reciente. Wang Huning había sido el Secretario General de la Oficina de Profundización de las Reformas, uno de los nuevos órganos centrales creados por Xi para impulsar sus reformas económicas. Es considerado frecuentemente como el principal "teórico" pro mercado en el período actual. Zhao Leji, quien sucederá al saliente Wang Qishan como nuevo “zar” contra la corrupción, impresionó a Xi con su fuerte apoyo a la campaña anti-corrupción de Wang como jefe del Departamento de Organización del Partido, especialmente en su destacada función al abordar el fracaso rampante en el pago de las cuotas de los miembros del Partido. Se le confiará la creación del Comité Nacional de Control como el nuevo órgano para combatir la corrupción, tal como lo presentaron Xi y Wang Qishan. Wang Yang es un "reformador" que profundizó la mercantilización de la provincia clave de Guandgong y ha trabajado estrechamente con Li Keqiang (el actual primer ministro). La figura extraña es claramente Han Zheng, el secretario del partido para Shanghai y considerado abiertamente como un miembro de la facción de Jiang Zemin, la camarilla de Shanghai.

También debemos señalar que Liu He, el economista educado en Harvard y uno de los asesores más cercanos de Xi en liberalización económica, también ha sido promovido al Politburó, otra voz influyente para la liberalización y un aliado de Xi.

Pero la consolidación política de Xi no es tanto una muestra de un arte de gobernar sobrehumano, sino más bien la falta de alternativas que enfrenta la burocracia del PCCh en su conjunto. Después de décadas de crecimiento vertiginoso, la sociedad china está llegando a sus límites. La desigualdad y la injusticia desenfrenadas, la contaminación, el estrés y las enormes contradicciones económicas y el endeudamiento están empujando a la sociedad en múltiples direcciones y amenazan a todo el sistema. La burocracia se esfuerza por establecer un control político monolítico y sumamente poderoso con el que aplastar cualquier disidencia o huelga mientras se implementan complicadas reformas pro mercado. Con este fin, Xi ha impuesto un equipo de tecnócratas y ejecutores completamente subordinados a su agenda mercantilista contra todas las demás facciones.


El “aburguesamiento” del PCCh

Dado que la clase capitalista china ha surgido alimentada por el aparato estatal estalinista, no tiene más remedio que adaptar el Partido Comunista a sus propias necesidades, una tarea que la dirección del PCCh ha promovido y en la que ha participado. La composición de clase del PCCh se vuelve cada año que pasa más burguesa.

Los congresos del PCCh, que tienen lugar cada cinco años, brindan una buena ocasión para medir estos cambios. Además de los cientos de delegados empresarios, 27 delegados representaban formalmente a empresas privadas. Entre ellos se encuentran no solo directores generales o presidentes de grandes compañías chinas, sino también representantes de corporaciones multinacionales como Samsung y KPMG. People.com.cn reconocía que las empresas privadas representan más del 60% del PIB de China y crean el 90% de todos los empleos nuevos, para justificar su representación y concluir que las opiniones de estos 27 delegados están ganando cada vez más peso.

Al mismo tiempo, la riqueza de los 100 miembros más ricos de la Asamblea Popular Nacional (el parlamento de China que se reúne anualmente en la primavera) aumentó un 64% durante el primer mandato de Xi, alcanzando una fortuna combinada de 507 mil millones de dólares, que se asemeja al PIB de Bélgica y empequeñece la riqueza del Congreso de los Estados Unidos (en sí mismo poco conocido por sus cualidades espartanas o anticapitalistas). La reciente incorporación en las organizaciones del partido de grandes empresas privadas es una prueba más de que la burguesía china ha penetrado y adaptado completamente el PCCh a sus propósitos. El congreso del PCCh de 2017 indicó que el partido se abrirá más a los elementos capitalistas a medida que se profundice la economía de mercado.

Los medios oficiales enfatizan abierta y repetidamente el hecho de que los delegados en el congreso de este año provenían de un entorno más profesional y con mayor educación, lo cual es una manera eufemística de decir que son más ricos e, inevitablemente, más pro-capitalistas. La entrada de capitalistas privados en las estructuras del Partido y el Estado no es un fenómeno nuevo y sorprendente, sino que se remonta a finales de la década de 1990, cuando la restauración del capitalismo se aproximaba a su finalización. Así lo demostró el estudio realizado en 2010 por Christopher McNally y Teresa Wright, Fuentes de apoyo social al orden político actual de China: La "fuerte incorporación" de los inversores de capital privado:

"De hecho, un estudio nacional realizado en 2000 halló que el 20% de todos los empresarios privados eran miembros del PCCh, mientras que para 2003 había subido a casi el 34%. Entre los miembros del partido prevalecían particularmente los propietarios de empresas privadas medianas y grandes: en las encuestas de finales de la década de 1990, formaban el 40% del Partido, y más del 25% del resto habían sido seleccionados por el PCCh y querían unirse. A modo de comparación, a partir de 2007, sólo el 5.5% de toda la población era miembro del PCCh".

"Se cree, sin duda, que los empresarios privados son el sector social más altamente representado por los miembros del PCCh".

El creciente peso de la clase capitalista dentro del Partido que vemos hoy bajo Xi es un hecho establecido e indiscutible. Es parte de lo que se han convertido el partido y el Estado. El PCCh no sólo no puede oponerse a esto, sino que lo acepta a medida que la influencia del mercado sobre la sociedad se vuelve global.

Por ahora, la burocracia, especialmente los que están en la cima, puede mantener un grado de independencia con respecto a la burguesía, que sin embargo está acentuando su influencia dentro del partido. Pero a medida que se expande el poder y la influencia capitalista, la crisis del capitalismo está creando las condiciones para que la clase obrera, también cada vez más poderosa, avance hacia una lucha más militante contra el capitalismo. Es por estas razones que Xi se ve obligado a tomar medidas bonapartistas para equilibrar el Partido entre la clase trabajadora y la clase capitalista en un intento por manejar las contradicciones.


¿Qué significa el régimen de hombre fuerte de Xi? Bonapartismo

Como se divulgó ampliamente, en la ceremonia de clausura del Congreso Xi Jinping aprovechó para introducir su "teoría" del "Socialismo con características chinas en la Nueva Era", apodada el "Pensamiento Xi Jinping", y se votó en la Constitución del Partido. Esto lo convierte en el segundo líder del partido en tener sus propios "pensamientos" escritos en la Constitución mientras todavía está vivo y en el puesto de presidente, el primero fue el propio Mao. Esto, combinado con la eliminación de prominentes burócratas del PCCh (“la caza de tigres”), indica que algo está en marcha en China.

¿Qué significan estos cambios drásticos y maniobras? Muchos estalinistas en Occidente están sacando esperanzadoras conclusiones de que Xi es Mao reencarnado, y que revertirá por completo el retroceso capitalista de China y regresará a los días gloriosos de la economía nacionalizada planificada, pero esto es obviamente ilusorio, como lo muestran las cifras anteriores sobre la composición del partido. ¿Qué hay, entonces, detrás de las intrigas y por qué el pensamiento de Xi está escrito en la constitución?

Se trata de un fortalecimiento y concentración del bonapartismo del Estado chino. Por bonapartismo nos referimos cuando el Estado gana un alto grado de autonomía incluso con respecto a la clase económica gobernante. Esto se conoce comúnmente como una dictadura, pero el significado es más científico y exacto, porque especifica que esta dictadura se logra por el equilibrio y juego de las dos clases principales entre sí. Aunque esto priva a la burguesía del poder político directo, los mayores poderes represivos del Estado se utilizan para defender, en última instancia, el sistema económico capitalista. El bonapartismo salva el capitalismo de los propios capitalistas.

Esto es exactamente lo que está pasando en China. En el período pasado, vimos a muchas grandes empresas chinas establecer células del Partido Comunista bajo la presión del Estado, lo que llevó a muchos a creer que representaba un crecimiento de la interferencia del Estado e, incluso, la hostilidad hacia el funcionamiento del capitalismo. Algunos han especulado que esto es evidencia de un plan de renacionalización. De hecho, sólo en 2016, la proporción de empresas privadas con célula del partido creció un 16,1%.

Mientras que las células del partido de la compañía colocan a la administración bajo una especie de correa política, son en un grado mucho mayor los órganos de control directo sobre el sindicato de la compañía (si hubiera uno), ya que por ley todos los sindicatos de la compañía están bajo la dirección de las células del partido de la compañía. La proliferación de células también ofrece a las propias administraciones un canal para participar en la vida política del Partido, lo que les proporciona influencia y un grado de protección política contra, por ejemplo, un juicio por corrupción. Los trabajadores que son miembros del partido también disfrutan automáticamente de los beneficios y se les da prioridad para las promociones, creando así una capa de trabajadores privilegiados susceptible de enfrentarse a sus compañeros. Por lo tanto, estas células se usan para controlar políticamente ambas clases, pero mucho más a la clase trabajadora, en beneficio de la clase capitalista.

El partido responde a las quejas de la clase trabajadora, pero se opone fuertemente a cualquier intento de resolver disputas laborales fuera del marco permisible. Lo que menos puede tolerar es la actividad militante independiente y coordinada de la clase trabajadora. El sistema de 'Shang Fang' o de denuncias y reclamaciones se ha expandido y está supervisado por el Buró Estatal de Cartas y Llamadas. En los últimos 5 años, la provincia de Sichuan afirma haber procesado 3,8 millones de solicitudes, lo que podría derivar en el despido de los funcionarios locales denunciados o en presionar a empresas privadas para que paguen a sus trabajadores.

Por otro lado, a los activistas sindicales independientes como los que participaron en las huelgas de la fábrica de Guangdong, a finales de 2015, se les arresta inmediatamente. La huelga nacional de los trabajadores de Walmart en 2016 también recibió la aprobación tácita del sindicato oficial de la compañía, que simultáneamente acusó a los líderes de la huelga de estar bajo influencia extranjera. El Estado se apoya en la cólera de la clase trabajadora en un intento por manejar las contradicciones del capitalismo, especialmente porque quiere que los trabajadores reciban salarios más altos para impulsar la demanda interna en la economía. También debe demostrar que responde a sus quejas, ya que su justificación para abrirse al capitalismo es que está elevando los niveles de vida y mejorando las vidas de las masas. Pero no tolerará ninguna actividad independiente de la clase trabajadora.

El Partido ha sido capaz de mantener su posición dominante dentro de la sociedad principalmente porque el capitalismo chino es completamente incapaz de desarrollarse sin el apoyo de un Estado fuerte, un Estado que de hecho es responsable de la existencia misma del capitalismo en China. Ésta es la razón por la cual, en ausencia de una crisis económica severa, el PCCh aún puede equilibrarse entre las clases mientras que al mismo tiempo desarrolla el capitalismo chino.

Sin embargo, una crisis económica severa es lo que le espera a China después de décadas de crecimiento. Xi Jinping y la clase dominante china son conscientes de ello. Por más que intenten posponer ese momento, en el fondo saben que es inevitable. Son conscientes del fuerte aumento de la deuda. Son estos problemas económicos profundamente arraigados y la exacerbación de la lucha de clases que esto traerá consigo, lo que ha provocado esta concentración de poder por parte de Xi: la eliminación de las facciones rivales a través de la campaña anticorrupción, la intensificación propagandística de los denominados "marxistas" pintando a Xi y al PCCh como campeones de las masas trabajadoras y la enorme expansión del aparato de seguridad a niveles sin precedentes.


El verdadero significado de la campaña anticorrupción

En los últimos cuatro años, Xi ha sacudido hasta los cimientos a toda la burocracia del partido con su campaña anticorrupción, creando la impresión de que nadie dentro del Partido, por poderoso que sea, está exento de la disciplina del Partido. De hecho, la campaña anticorrupción eliminó a algunos líderes militares y del partido muy poderosos, como al ex miembro del Comité Permanente, Zhou Yongkang, que tenía un enorme control sobre las empresas petroleras estatales, y el general Xu Caihou. Antes del 19º Congreso, también asistimos a la mayor cantidad de expulsiones de miembros del Comité Central, el más destacado de los cuales fue el aspirante al Comité Permanente, Sun Zhengcai. Según los informes, el jefe de personal del ejército, Fang Fenghui, también fue investigado.

Debemos entender que la purga de ciertos burócratas no representa un cambio fundamental en la política del Estado, sino la eliminación de aquellos que pueden impedir la capacidad de Xi para hacer cumplir sus políticas. Xi teme que en la crisis venidera, la existencia de cualquier facción en la burocracia pueda conducir a dividir o socavar la autoridad central del partido en una situación ya de por sí difícil. Una crisis económica o social pondrá a prueba el antiguo régimen hasta el límite, por lo que no puede permitirse ningún elemento poco fiable.

Sun Zhengcai, como el gobernador anterior de Chongqing, fue un ejemplo revelador de un burócrata prominente cuya corrupción era tan desenfrenada y generalizada que amenazaba al Partido y su programa capitalista. Poco antes de ser sometido a investigación antes del Congreso del Partido, se reveló que Sun había proveído a una oscura empresa de nuevas tecnologías con el capital y las conexiones para representarse a sí mismos en nombre de la iniciativa 'One Belt One Road' ante los jefes del Banco Central de Kazajstán y Lituania, esperando cosechar un inmenso beneficio al hacerlo.

Xu, un general del ejército, fue declarado culpable de intercambiar promociones por dinero en efectivo. Fang Fenghui, jefe de personal del ejército, fue acusado de mantener estrechas relaciones con figuras del ejército estadounidense. El más prominente de todos, Zhou Yongkang, miembro del Comité Permanente, utilizó su posición en la Corporación Nacional Petrolera de China para extraer miles de millones en sobornos y enriquecer a los miembros de su familia. Antes de su investigación, Xi se reunió con destacados líderes del partido y ex líderes, principalmente con Jiang Zemin, para sondearlos y avisarles de que su corrupción y decadencia amenazaban la estabilidad de todo el sistema.

La corrupción desenfrenada es una debilidad inherente en las burocracias estatales totalitarias como la de China. Tampoco existen "válvulas de seguridad" democráticas para liberar las enormes contradicciones de la sociedad. Los intereses capitalistas necesitan ganar influencia dentro de cualquier Estado, no va a ser menos en uno tan poderoso como el de China. La ficción de unanimidad y armonía en el aparato estatal está constantemente amenazada por estos factores.

Esto se extiende no solo a la parte superior de la burocracia sino a todo el partido. El PCCh, al ser el único partido y estar fusionado con el Estado, concentra en sí mismo una variedad de fuerzas sociales. Cualquiera que desee hacer carrera se une al partido y, por lo tanto, una de las funciones del partido es tejer una elaborada organización de redes. Es por esta razón que en el último año, el PCCh ha comenzado a establecer criterios más estrictos de afiliación en un intento de detener la podredumbre.

"Según las distintas investigaciones, la afiliación al partido para muchos jóvenes no se hace por vocación, sino como un acceso directo al empleo estable (muchos empleos en el servicio público y empresas vinculadas al gobierno están reservados para los miembros del partido), o simplemente como una forma más de probar su superioridad con respecto a sus compañeros. En 2015, una encuesta en una universidad descubrió que sólo una sexta parte de los solicitantes para ingresar en el partido lo hacían para "servir a la gente", y que sólo una cuarta parte podía considerarse que tenían un deseo "muy fuerte" de ser aceptados. "(The Economist, 23.11.17).

La burocracia central es más representativa de las partes de China donde el capitalismo está más desarrollado, frente a otros burócratas regionales que dependen más de la propagación y el control de las empresas estatales regionales. La autoridad del Estado tiende a desquebrajarse constantemente por los bordes. Los líderes del partido temen que la corrupción desenfrenada, especialmente en las provincias regionales, pueda abrir grietas en el régimen que aliente a las masas a actuar, iniciando un movimiento de masas que podría amenazar rápidamente a todo el régimen. Ésta es la razón por la cual han detenido preventivamente a una gran cantidad de funcionarios corruptos para disciplinar al aparato más amplio y crear la ilusión de que no toda la burocracia es un parásito de la clase trabajadora, sino que se trata de tan sólo un puñado de corruptos. Simultáneamente, el escándalo anticorrupción también elimina a los rivales políticos de Xi.


Economía de mercado con características PCCh

El muy esperado discurso de Xi duró tres horas y media, y su gran duración no pasó desapercibida para muchos de los medios de comunicación internacionales. Sin embargo, tres horas se llenaron de tópicos vacíos como "nuestro partido debe luchar por el sustento de la gente"; "Debemos realizar el sueño chino y el gran renacimiento de la nación china"; "Debemos ser estrictos con nosotros mismos y luchar contra la corrupción"; así como mentiras descaradas como "en nuestro país, la clase dominante es la coalición de trabajadores y campesinos"; "trabajamos duro para estudiar y desarrollar la teoría marxista".

Solo media hora aproximadamente del discurso tuvo alguna sustancia, durante la cual pasó la mayor parte del tiempo hablando de profundizar la mercantilización y liberalización de la economía (con puntos ocasionales sobre la necesidad de contar también con fuertes mecanismos reguladores, especialmente, en el mercado de la vivienda), al tiempo que se refuerza el gasto en bienestar. También describió planes para fortalecer el poder del gobierno central en la implementación de políticas a nivel nacional como una forma de afirmar el "liderazgo político" del partido en el país, así como detener la privatización de grandes industrias de propiedad estatal, prefiriendo gestionarlas de forma que sean "competitivas en el mercado". Cuidadosamente elegidos sus llamamientos a: "aumentar la globalización, mejorar la liberalización y la apertura" y "profundizar la reforma comercial, destruir el monopolio administrativo, evitar el monopolio del mercado, un sistema de monitoreo del mercado perfecto", resumen la dirección en la que Xi quiere conducir a China.

A pesar de la promesa utópica del PCCh de construir una economía de mercado sin riesgos sistémicos, la economía capitalista de China no puede escapar de la crisis fundamental de sobreproducción inherente al capitalismo. Esto se manifiesta en la desaceleración del crecimiento desde aproximadamente 2014, el fuerte aumento de la deuda, así como los choques ocasionales del mercado de valores. El partido, incapaz de ignorar estos hechos, se ve obligado a admitir a través de la agencia de noticias Xinhua que es consciente de los problemas y que encontrará formas de estimular más inversión privada.

El PCCh intenta lograr esto abandonando primero las restricciones que anteriormente imponía a las empresas extranjeras para operar en China. "Cualquier empresa que esté registrada dentro de la frontera de nuestro país será vista de la misma manera y tratada de la misma manera. Insistiremos en un nuevo modo de administrar las inversiones extranjeras basado en el nuevo sistema de mantenimiento de registros, elevando aún más la conveniencia de la inversión. "El sistema de registro en este caso se refiere a una revisión de los pasos legales que las empresas extranjeras tuvieron que realizar para poder operar legalmente, lo que generalmente toma de uno a tres meses.

China es conocida por imponer muchas restricciones y requisitos a las empresas extranjeras, como el requisito de establecer empresas conjuntas con empresas chinas y compartir su tecnología con ellas. El nuevo sistema propuesto simplificará drásticamente el proceso de registro para las empresas extranjeras y les permitirá entrar en el mercado de China con mayor rapidez. También promete que el Estado no interferirá en las decisiones de las corporaciones individuales sobre cómo asignan sus inversiones. Esto indica que el PCCh ahora tiene suficiente confianza en las grandes empresas chinas para competir con compañías extranjeras sin la asistencia que el Estado le brindó anteriormente, pero también que sienten la urgencia de atraer inversores extranjeros a China para mantener la tasa de crecimiento a flote.

Junto a esta estrategia interna, el Congreso delineó los planes para una estrategia externa para intentar retrasar la crisis de sobreproducción en la economía china: una política imperialista más agresiva de inversión en otros países por y para las empresas chinas. La ley One Belt One Road (que ya analizado previamente en el artículo, El presidente filipino Rodrigo Duterte inclinado hacia China - por qué? Y Pakistán: el poder cada vez mayor de China) es el mayor acto de diplomacia económica desde la Segunda Guerra Mundial y una señal inequívoca de las aspiraciones del floreciente imperialismo chino como un medio para superar temporalmente la crisis que se avecina del capitalismo chino.

China ahora produce la mitad de todo el acero y el aluminio del mundo. Shenzhen se está convirtiendo rápidamente en un centro mundial para la industria de la tecnología. En todos los sentidos, la gran expansión de las fuerzas productivas de China ha sentado las bases para una enorme crisis de sobreproducción (ver China y la economía mundial en 2016: "Vender todo").

En realidad, la economía china está sentenciada a sufrir una crisis desde hace tiempo, que debería haber llegado con la crisis mundial de 2008. Como sabemos, China rescató el capitalismo mundial en ese año fatídico con un gran estímulo fiscal: el más grande de la historia mundial. Pero eso fue logrado por medios capitalistas, es decir, con deuda, y como Marx y Engels explicaron en el Manifiesto Comunista, tales métodos sólo crean crisis más grandes en el futuro. ¡La deuda total de la economía china se ha cuadruplicado hasta alcanzar los 22 billones de libras desde 2008!

En uno de sus comunicados, el FMI, con sede en Washington, que publica informes anuales sobre sus países miembros, había señalado que "la deuda como proporción del producto interno bruto aumentaría del 235 por ciento a casi el 300 por ciento para 2022. Anteriormente, había pronosticado que la deuda alcanzaría un máximo del 270 por ciento del PIB ... China necesitaba tres veces más crédito en 2016 para alcanzar el mismo crecimiento que en 2008 ... Desde 2008, la deuda del sector privado en relación con el PIB aumentó en 80 puntos porcentuales a alrededor del 175 por ciento, grandes aumentos se han asociado internacionalmente con una fuerte desaceleración del crecimiento y, a menudo, crisis financieras ... China ahora tiene uno de los sectores bancarios más grandes del mundo. Con 310 por ciento del PIB, el sector bancario de China está por encima del promedio de la economía avanzada y casi tres veces el promedio del mercado emergente ". (The Guardian, 15.8.17).

Después de décadas de crecimiento asombroso, China ha cambiado profundamente. Todas las contradicciones del capitalismo se han incrustado en el tejido de China y, a su vez, China está inserta en el centro de una economía mundial plagada de crisis. La desaceleración de la economía, el creciente descontento y militancia de la clase obrera, la explosión de la deuda a niveles totalmente insostenibles y el embarque en empresas imperialistas, todo esto expresa la complejidad de la sociedad china y la inevitabilidad de una crisis inmensa. Dirigir China sobre esta base se parece a hacer girar platos y Xi necesita todas las manos para asegurarse de que estos platos sigan girando en beneficio del capitalismo. Esa es la lección del 19 ° Congreso del Partido Comunista Chino y la subordinación del Partido a la voluntad de Xi.


Para leer El Militante: http://argentina.elmilitante.org/