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viernes, 13 de mayo de 2016

BRASIL FÁBIO FÉLIX: O alto preço da conciliação

psol50.org.br


PSOL Nacional
FÁBIO FÉLIX: O alto preço da conciliação
Crédito da foto: Agência Brasil
Temos concentrado todas nossas forças de mobilização na defesa da democracia e no combate a um impeachment ilegítimo comandado pelos setores mais retrógrados da elite nacional. Sem comprometer esses esforço de mobilização, acredito que não podemos deixar de refletir sobre algumas questões importantes que nos trouxeram até esse estado de crise política extrema. Se estamos assistindo ao resultado da rearticulação de segmentos do “andar de cima” com as representações institucionais mais conservadoras, também tem centralidade nesse processo os inúmeros erros do PT à frente do governo federal brasileiro.
Desde 2003, quando assumiram a Presidência da República, Lula e o PT fizeram uma opção consciente pela radical conciliação de classes na condução de sua gestão. A aliança com partidos fisiológicos, o casamento com Sarney, Renan Calheiros, Roberto Jefferson e outros tantos figurões da oligarquia política brasileira foram um sinalização clara do que seria realizado. As primeiras medidas desse governo, que resultaram na ruptura de um setor da esquerda, foram a reforma da previdência, o apoio à eleição de Sarney para a Presidência do Senado e a nomeação de Henrique Meireles para o Banco Central.
A conciliação foi o grande método de ação e teve sua expressão nas mais diversas frentes, desde o papel do Vice-Presidente José Alencar como representante do “empresariado” até um flerte público com a Igreja Universal. Essas movimentações atraíram centenas de “novos aliados” do campo conservador-pragmático, que logo se adaptaram a um parasitismo no autointitulado “governo dos trabalhadores”. Os resultados danosos dessa forma de governar colhemos com pesar nestes tempos sombrios: a) o enfraquecimento da esquerda como referência política; b) o esvaziamento de pautas estratégicas do programa histórico da esquerda brasileira e c) a reorganização conservadora no campo institucional aliado a retomada de base social conservadora antes esfacelada.
A pergunta do dia é o que fazer a partir de agora. Como os segmentos progressistas, socialistas e movimentos sociais devem agir no próximo período? Não há respostas prontas para esse cenário, mas algumas reflexões preliminares podem nos ajudar a pensar nossas tarefas. Primeiro, precisamos compreender que o pacto de governabilidade conservador construiu um falso clima de paz social e foi capaz de desarticular os setores mais avançados da esquerda brasileira. A conciliação do inconciliável, ao invés de entregar os prometidos avanços seguros e graduais, produziu silenciosamente um repertório de robustos retrocessos na política.
A elite conservadora brasileira nunca teve qualquer vocação para a democracia, mesmo a meramente formal, e a esquerda sempre soube disso. A decisão de se aliar e compor um “projeto de Brasil” com esses segmentos sociais como parceiros não alterou em nada seu desprezo pelas manifestações populares e sua compreensão patriarcal e patrimonialista do Brasil. Agora, querem o seu país “de volta”. Por isso hoje estamos inseridos em uma crise política de graves proporções, dominados por uma teia parlamentar ultraconservadora, financiada pelos diversos esquemas de corrupção que a conciliação petista optou por manter a todo o vapor até os últimos momentos.
Nosso primeiro desafio serPsol-bandeirasá fazer uma profunda autocrítica dos erros causados por este projeto e sua forma de governar. Teremos de recompor a duras penas um campo social que enfrente a radicalização do neoliberalismo, principal objetivo do ilegítimo governo de Michel Temer. O enfrentamento do novo governo puro-sangue das elites deve vir acompanhado da construção de novas ferramentas políticas da esquerda, da atualização de nosso programa político e da constatação taxativa da falência do ciclo de conciliação do conflito social liderado pelo PT.
A reinvenção da esquerda e da sua forma de fazer política não é um sonho. Em diversos países do mundo vêm surgindo novas expressões do programa progressista. Na Espanha, Grécia, Portugal, EUA, França, Inglaterra e em tantos outros lugares, a esquerda tem se reagrupado sob novas estratégias, cultura política e estética. Só seremos capazes de enfrentar esta nova face da direita aprendendo com os erros do passado e apontando para a construção do novo. As lágrimas de hoje devem se tornar a esperança da construção de um amanhã de sonhos, lutas e persistência por um novo Brasil que enfrente sem meias palavras a desigualdade social, a LGBTfobia, o racismo, a criminalização da juventude, o fundamentalismo religioso, o machismo. Nossa mobilização em defesa da democracia não começou com o impeachment do governo Dilma. Nem terminará com sua queda.
Fábio Felix é Professor da Faculdade de Direito e Humanidades da Universidade Católica de Brasília (UCB), Secretário-Geral do PSOL/DF e constrói o Movimento O Barulho dessa cidade é a nossa voz. 

lunes, 12 de octubre de 2015

Evo Morales afirma que el capitalismo es el cáncer del planeta

Evo Morales afirma que el capitalismo es el cáncer del planeta

Publicado el 10/10/15 • en Contrainjerencia
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El presidente boliviano, Evo Morales, acusó al capitalismo de ser el cáncer que destruye poco a poco la vida de la Madre Tierra, al iniciar hoy aquí, la II Cumbre Mundial sobre Cambio Climático.
Hermanas y hermanos, para el capitalismo la solución de la crisis climática son los mercados de carbono, esos que mueven millones de dólares en el mundo pero sin logros, más bien ocasionando daños al planeta, yo, diría que ese sistema es el cáncer que destruye la vida de la Pacha Mama -Madre tierra-, aseveró Morales en la inauguración del cónclave.
Los países desarrollados, dijo, “quieren que las naciones del Sur logren satisfacer sus necesidades básicas con cero de emisiones de dióxido de carbono, a ellos, solo queremos decirles que los países del Sur no serán jamás los guardabosques del sistema capitalista, precisó.
Ellos, agregó, dicen que no tienen presupuesto para ayudar a los países menos desarrollados, ni para contrarrestar la crisis climática, sin embargo, sí tienen para llevar adelante guerras y puso como ejemplo, los 900 mil millones de dólares utilizados por la OTAN para invadir países so pretexto de terrorismo”, pero con el único objetivo de adueñarse de sus recursos naturales.
En esa línea, Morales reiteró que para el capitalismo la solución para combatir esos efectos climáticos es la utilización de nuevas tecnologías cada vez más caras y sofisticadas, la creación de depósitos para la captura del carbono, radiación solar, vías que laceran la vida de nuestro planeta, remarcó.
Para el sistema capitalista el medio ambiente, reafirmó, es objeto de saqueo y de explotación de sus recursos, por eso los pueblos del mundo comenzaron a unirse, a organizarse para salvar al planeta, proponiendo medidas que permitirán resolver los problemas que tiene la humanidad.
Qué tenemos que plantearnos aquí hermanos, preguntó el dignatario, debemos encontrar una alianza de los pueblos del sur con los del norte; construir un movimiento mundial de los grupos sociales para tres aspectos fundamentales, recuperar la relación entre la vida y la madre tierra y acabar con el sistema capitalista.
Por culpa del capitalismo, destacó, hay egoísmo, individualismo, mercado, saqueo, guerras e industria del armamento, por lo que debemos luchar por cambiar ese modelo que no ha resuelto nada y lo que trae es más crisis, más hambre, más pobreza y diferencias entre los países desarrollados y los que están en desarrollo.
El presidente agregó que también se debe crear una Corte Internacional de Justicia para la defensa de la Madre Tierra, y que los países que no cumplan con los tratados para contrarrestar los efectos del cambio climáticos sean juzgados allí.
Morales instó a los participantes a mantener la unidad como elemento fundamental para lograr los objetivos que se reproduzcan de esta Cumbre, y manifestó que confía en que a través de esta integración universal, con el aporte de sus gobiernos, de sus científicos, se encuentren las bases para salvar la existencia humana y del planeta.
Por eso quiero que su presencia aquí no sea en vano y que sus iniciativas repercutan en la Cumbre climática que se desarrollará a finales de año en París, resaltó.
Las conclusiones de la II Cumbre Mundial sobre el Cuidado del Medio Ambiente y por la Vida de la Madre Tierra, se presentarán en la Cumbre Mundial del Clima que se realizará en París, Francia, del 30 de noviembre al 11 de diciembre de 2015 con la participación de jefes de Estados de todo el mundo. - Prensa Latina

sábado, 8 de agosto de 2015

Opinion Ambiental: Para una caracterización del ecosocialismo en diez rasgos

tomado de:http://www.fuhem.com/ecosocial/articulos.aspx?v=9292&n=0


Jorge Riechmann





Para una caracterización del ecosocialismo en diez rasgos

Jorge Riechmann
Profesor titular de filosofía moral, Universidad Autónoma de Madrid


1. Frente al nihilismo contemporáneo, el ecosocialismo propugna una moral igualitaria basada en valores universales, arrancando en el primero de ellos: la dignidad humana. Más allá de la moral capitalista de poseer y consumir, más allá de su moral, la nuestra: vincularse y compartir. El pensador marxista franco-brasileño Michael Löwy, uno de los teóricos del ecosocialismo moderno, ha argumentado la necesidad de una ética ecosocialista con los siguientes rasgos: social, igualitaria, solidaria, democrática, radical y responsable.
2. Frente a la deriva biocida de las sociedades contemporáneas, el ecosocialismo apuesta por vivir en esta Tierra, “haciendo las paces” con la naturaleza. El socialismo, como sistema social y como modo de producción (sobre la base de la producción industrial), se define esencialmente por las condiciones de que el trabajo deja de ser una mercancía, y la economía se pone al servicio de la satisfacción igualitaria de las necesidades humanas. El valor de uso ha de dominar sobre el valor de cambio: esto es, la economía ha de orientarse a la satisfacción de las necesidades humanas (y no a la acumulación de capital). El ecosocialismo añade a las condiciones anteriores la de sustentabilidad: modo de producción y organización social cambian para llegar a ser ecológicamente sostenibles. (No mercantilizar los factores de producción –naturaleza, trabajo y capital—, o desmercantilizarlos, es la orientación que un gran antropólogo económico como Karl Polanyi sugirió en La Gran Transformación).
3. Frente a la pérdida de horizonte alternativo (tanta gente que ya sólo concibe la vida humana como compraventa de mercancías), el ecosocialismo es anticapitalista en múltiples dimensiones, incluyendo la cultural, y está comprometido con la elaboración de una cultura alternativa “amiga de la Tierra”. Hablaremos de “socialismo” en el sentido propio e histórico del término, un socialismo radicalmente crítico del capitalismo que busca sustituirlo por un orden sociopolítico más justo (y hoy hay que añadir: que sea sustentable o sostenible). No nos referimos, por tanto, a la profunda degeneración de la corriente política socialdemócrata que ha terminado desembocando en partidos políticos nominalmente “socialistas” aunque practiquen políticas neoliberales.
4. Frente a la tentación de refugiarse en los márgenes, el ecosocialismo mantiene la lucha por la transformación del Estado. Me impresionó, hace no mucho, un artículo de Ignacio Sotelo donde, tras decretar la inviabilidad de la revolución –“mitología decimonónica de una clase obrera supuestamente revolucionaria”− y también de la mera reforma –ya que “la rebelión y la protesta no van a cambiar el capitalismo financiero establecido”-- el catedrático de sociología –que se supone representa de alguna manera la izquierda del PSOE, no lo olvidemos− concluye que “no queda otra salida que trasladarse a otro país –la emigración vuelve a ser el destino de muchos españoles– o bien encontrar acomodo en la economía alternativa, saliéndose del sistema” . Es llamativa la coincidencia de esa propuesta de supervivencia en los márgenes, altamente funcional al desorden establecido, con la tentación de una parte considerable de los movimientos alternativos indignados: organicémonos por nuestra cuenta al margen del Estado (si destruyen la sanidad pública, creemos cooperativas de salud autogestionadas, etc.). Frente a esa tentación, el ecosocialismo afirma: no renunciamos a la transformación del Estado, de manera que llegue a ser alguna vez de verdad social, democrático y de Derecho.
5. Frente a la dictadura del capital que se endurece a medida que progresa la globalización, el ecosocialismo defiende la democracia a todos los niveles. Desmercantilizar, decíamos antes: y también democratizar. El ecosocialismo trata de avanzar hacia una sociedad donde las grandes decisiones sobre producción y consumo sean tomadas democráticamente por el conjunto de los ciudadanos y ciudadanas, de acuerdo con criterios sociales y ecológicos que se sitúen más allá de la competición mercantil y la búsqueda de beneficios privados.
6. Frente al patriarcado, ecofeminismo crítico. Como ha señalado Alicia Puleo, el ecofeminismo no se reduce a una simple voluntad feminista de gestionar mejor los recursos naturales, sino que exige la revisión crítica de una serie de dualismos que subyacen a la persistencia de la desigualdad entre los sexos y a la actual crisis ecológica. El análisis feminista de las oposiciones naturaleza/ cultura, mujer/ varón, animal/ humano, sentimiento/ razón, materia/ espíritu, cuerpo/ alma ha mostrado el funcionamiento de una jerarquización que desvaloriza a las mujeres, a la naturaleza, a los animales no humanos, a los sentimientos y a lo corporal, legitimando la dominación del varón, autoidentificado con la razón y la cultura. El dominio tecnológico del mundo sería un último avatar de este pensamiento antropocéntrico (que sólo otorga valor a lo humano) y androcéntrico (que tiene por paradigma de lo humano a lo masculino tal como se ha construido social e históricamente por exclusión de las mujeres). La negación y el desprecio de los valores del cuidado, relegados a la esfera feminizada de lo doméstico, ha conducido a la humanidad a una carrera suicida de enfrentamientos bélicos y de destrucción del planeta. Un ecofeminismo no esencialista y decidido a realizar una “ilustración de la Ilustración”, como el que propone Alicia Puleo , hemos de considerarlo imprescindible aliado del ecosocialismo que aquí se propugna.
7. Frente a la idea de un “capitalismo verde”, el ecosocialismo defiende que no tenemos buenas razones para creer en un capitalismo reconciliado con la naturaleza a medio/ largo plazo, aunque en el corto plazo sin duda serían posibles reformas ecologizadoras que permitirían básicamente “comprar tiempo” con estrategias de ecoeficiencia (“hacer más con menos” en lo que a nuestro uso de energía y materiales se refiere) . La razón de fondo de tal incompatibilidad es el carácter expansivo inherente al capitalismo, ese avance espasmódico que combina fases de crecimiento insostenible y períodos de “destrucción creativa” insoportable. Hoy ya estamos más allá de los límites, y por eso suelo decir que “el tema de nuestro tiempo” (o al menos, uno de los dos o tres “temas de nuestro tiempo” prioritarios) es el violento choque de las sociedades industriales contra los límites biofísicos del planeta. (y hoy “sociedades industriales” quiere decir: el tipo concreto de capitalismo financiarizado, globalizado y basado en combustibles fósiles que padecemos). Si se quiere en forma de consigna: marxismo sin productivismo, y ecologismo sin ilusiones acerca de supuestos “capitalismos verdes”.
8. Frente a la quimera del crecimiento perpetuo, economía homeostática. Una economía ecosocialista rechazará los objetivos de expansión constante, de crecimiento perpetuo, que han caracterizado al capitalismo histórico. Será, por consiguiente, una steady state economy: un “socialismo de estado estacionario” o “socialismo homeostático”. La manera más breve de describirlo sería: todo se orienta a buscar lo suficiente en vez de perseguir siempre más. En los mercados capitalistas se produce, vende e invierte con el objetivo de maximizar los beneficios, y la rueda de la acumulación de capital no cesa de girar. En una economía ecosocialista se perseguiría, por el contrario, el equilibrio: habría que pensar en algo así como una economía de subsistencia modernizada, con producción industrial pero sin crecimiento constante de la misma.
9. Frente al individualismo anómico y la competencia que enfrenta a todos contra todos, frente a la cultura “emprendedora” que convierte a cada cual en empresario de sí mismo presto a vender sus capacidades al mejor postor, el ecosocialismo defiende el bien común y los bienes comunes. Esta consigna apunta a priorizar los intereses colectivos (¡no solamente los de los seres humanos, y no solamente los de las generaciones hoy vivas!), y a gestionar las riquezas comunes más allá de las exigencias de rentabilidad del capital. Educación, sanidad, energía, agua, transportes colectivos, telecomunicaciones, crédito –ninguno de estos servicios básicos deberían ofrecerlos empresarios privados en mercados capitalistas. Tendrían que proveerse mediante empresas públicas y cooperativas gestionadas democráticamente.
10. Frente a la fosilización dogmática, ecosocialismo es socialismo revisionista. Pero es que, como decía Manuel Sacristán, “todo pensamiento decente tiene que estar siempre en crisis” . Aquí también es de utilidad la categoría pasoliniana de empirismo herético que le gustaba recordar a Paco Fernández Buey. Yendo a lo nuestro: lo esencial del marxismo, como repetían estos grandes maestros, es el vínculo de una idealidad emancipatoria con el mejor conocimiento científico disponible. Cada elemento teórico concreto del pensamiento socialista es revisable en función de lo que hayamos logrado saber recientemente: lo que resulta irrenunciable es la moral igualitaria que aspira a acabar con el patriarcado y con el capitalismo.



Veinte elementos para un programa de transición poscapitalista

En cierto momento de El socialismo puede llegar sólo en bicicleta (Los Libros de la Catarata, Madrid 2012), hacia el final del capítulo 8, me atreví a esbozar lo que podrían ser líneas maestras de un “programa de transición”. Lo completo y actualizo aquí.

1. Reforma ecológica de la Contabilidad Nacional, para disponer de indicadores adecuados que permitan evaluar la economía en su comportamiento biofísico (más allá de la esfera del valor monetario).
2. Socialización del sistema de crédito. Banca pública fuerte que canalice la inversión necesaria para la transición económico-ecológica.
3. Entre los mecanismos más interesantes para la planificación indirecta no burocrática de la inversión en economías con sectores de mercado importantes se hallan los descuentos y recargos en los tipos de interés. La banca pública presta dinero a las empresas con ciertos descuentos o recargos en el tipo de interés, decididos para cada sector de bienes de consumo en función de criterios sociales y ecológicos.
4. Reforma fiscal ecológica, para “internalizar” una parte de los costes externos que hoy provoca nuestro insostenible modelo de producción y consumo. La figura central sería un fuerte ecoimpuesto sobre los combustibles fósiles. Se haría en el marco de una
5. Distribución más igualitaria de la riqueza y los ingresos. “Nuevo contrato fiscal” que globalmente aumentaría la tributación de las rentas altas y del capital, y pondría más recursos en el sector público (y desde luego eliminaría los paraísos fiscales).
6. Intensa reducción de las disparidades salariales.
7. Reducción del tiempo de trabajo, de manera que se pueda disfrutar de mucho más ocio (entendido no como consumismo en el tiempo libre, sino como actividades autotélicas –aquellas que se buscan por sí mismas, no como medio para otros fines--, que son una de las claves principales de la vida buena)…
8. …y buscando las condiciones para que la reducción del tiempo de trabajo se traduzca en nuevo empleo (ello dista de ser automático). El pleno empleo volvería a ser un objetivo esencial de las políticas económicas. Trabajar menos (solidaridad social) y consumir menos bienes destructores de recursos escasos (solidaridad internacional e intergeneracional) para trabajar todos y todas, y consumir de otra forma.
9. Políticas activas de empleo; formación continuada a lo largo de toda la vida laboral; sistemas renovados de recalificación profesional.
10. “Tercer sector” de utilidad social, semipúblico, para atender a las demandas insatisfechas (por ejemplo las que se refieren a la “crisis del cuidado”).
11. “Segunda nómina” que el Estado abonaría a los asalariados que no trabajasen a jornada completa o lo hicieran por debajo de un salario mínimo decente.
12. Fiscalidad sobre el consumo lujoso, ya sea por medio de impuestos sobre el gasto (tipos impositivos crecientes por encima de cierto nivel de gasto), ya mediante tipos altos de IVA a los bienes de lujo.
13. Estrategia de fomento de los consumos colectivos para mantener un alto nivel de satisfacción de necesidades con mucho menor impacto ambiental.
14. Provisión de bienes y servicios públicos de calidad por parte de un sector de la economía socializado: energía, transporte, comunicaciones, vivienda, sanidad, educación...
15. Infraestructuras para la sustentabilidad: energías renovables, transporte colectivo, ciudades y pueblos sostenibles...
16. Fuertes restricciones a la publicidad comercial. Para empezar, una reforma impositiva: no permitir a las compañías declarar la publicidad como gastos de empresa desgravables.
17. Reducción de la escala física de la economía hasta los límites de sustentabilidad. Economía “de estado estacionario” en ese sentido (no necesariamente en cuanto a la “creación de valor”). Yo prefiero la expresión economía homeostática, una economía dinámica que deja de expandirse materialmente (y estabiliza su “flujo metabólico” de materiales y energía en niveles de sustentabilidad).
18. Aplicación del principio de biomímesis (reconstruir los sistemas humanos imitando algunos rasgos importantes de los sistemas naturales, de forma que los primeros sean más compatibles con los segundos), generalizando estrategias que ya han dado sus frutos en algunos sectores y disciplinas (agroecología, química verde, ecología industrial, etc.)
19. Estrategia de ecoeficiencia.
20. Desglobalizar y relocalizar lo esencial de la producción.

sábado, 27 de diciembre de 2014

Construyendo Organizaciones Poderosas

Marcha Ekta Parishad

Marcha Ekta Parishad | Foto: Archivo

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No es sólo una cuestión de escala, se trata también de arraigo, la diferencia entre los activistas sin  trabas y obligaciones y los organizadores de la comunidad y el lugar donde trabajan con sus bases, que tal vez se mueve a un ritmo más lento.

Como el período de preguntas y respuestas, llegó a su fin, una mano se levantó en el fondo de la Sociedad Religiosa de los Amigos, el centro de Cuáqueros en Londres.

La organizadora de la comunidad india Rajagopal había estado explicando cómo, durante varias décadas, Ekta Parishad ('Foro de la Unidad') había construido una organización de la población rural pobre con 300.000 miembros, y cómo 50.000 de ellos habían marchado juntos por los derechos territoriales durante una semana, en el  Jan Satyagraha ('Marcha de la India por la Justicia ") del 2012. La marcha fue una extraordinaria hazaña de organización, basada en cerca de 50 personas unidas en bloques de 1000 que acamparon juntos en las noches, durmiendo en la calle principal. Los 50 campos extendidos cubrían más de 10 km de carretera. Cada pequeño grupo de 50 fue liderado por un joven activista de Ekta Parishad, que participó en las reuniones del campo de mayor tamaño (cada campamento envió un representante a las reuniones nocturnas de todo-marzo).

Un activista latinoamericano residente en Gran Bretaña mencionó a estos jóvenes "líderes": "A menudo decimos [en movimientos activistas en Gran Bretaña] somos líderes".  ¿Cómo puede haber toma de decisiones con 1.000 líderes en la marcha? ¿Acaso no crea problemas al elevar las expectativas entre estos jóvenes activistas que van a tener voz y voto en la toma de decisiones, ya que fueron llamados "líderes"?

Rajagopal se rió y dijo que en las reuniones en Alemania no está permitido el uso de la palabra "líder": "me detuvieron".

No me queda claro cómo etiquetando a un organizador de nivel intermedio de base como "líder" les daría una expectativa de que deben ser capaces de tener una voz en las decisiones de políticas y acciones de la organización en su conjunto. En la mayoría de las organizaciones de cualquier tamaño, la gente entiende que operan como parte de un todo más grande, con más influencia en su ámbito local, y menos influencia sobre el cuerpo en su conjunto.

Me pareció que una de las cosas que estaba sucediendo en ese choque sobre "liderazgo" era una diferencia entre dos formas diferentes de ser políticamente comprometidos-: entre lo que en Occidente se llama "activismo" y lo que se denomina 'organizador'.

En “El Siguiente Auge: Los Nuevos Movimientos Sociales y Laborales”, el sociólogo estadounidense Dan Clawson señala algunas diferencias entre el movimiento social, "activismo" y sindical, ‘organización'.

En los EE.UU., Clawson observó, los nuevos movimientos sociales no suelen tener muchos capítulos locales donde la gente se encuentre cara a cara; tienden a estar formados por personas que están involucradas debido a sus ideales, 'no principalmente porque el tema tiene consecuencias directas e inmediatas para su vida cotidiana’.

Clawson señaló que un buen número de movimientos sociales de Estados Unidos son organizaciones centrales formadas por 'personal joven y mal pagado, muy eficaz y muy comprometido, que puede pasar una parte importante de su tiempo tratando de conseguir apoyo financiero, que a menudo proviene principalmente de una puñado de donantes ricos'.

Las acciones tomadas por estos grupos son generalmente simbólicas, destinados a llamar la atención de los medios y el cambio de actitud del público en lugar de cerrar o bloquear algo.

Por el contrario, Clawson continúa, los sindicatos tradicionales se basan en los capítulos laborales con oficiales electos y reuniones periódicas. Los miembros de los capítulos se encuentran cara a cara todos los días: el sindicato pretende reclutar a todos o casi todos los trabajadores en un determinado lugar de trabajo  ‘personas que a menudo están muy divididos en la religión, la cultura y los puntos de vista sobre una amplia gama de cuestiones'. Las personas están involucradas, ya que comparten intereses materiales inmediatos.

La organización es auto-sostenible financieramente, con todos los miembros pagando cuotas sustanciales, y todos los miembros de una categoría determinada pagan las mismas cuotas. No hay donante rico o fundación de fuera que mantenga a la Unión.

Clawson señala que la acción colectiva adoptada por una sección sindical es en general  la de tener un impacto directo en la actividad económica, parando algo que sucede en un lugar de trabajo, en lugar de la acción simbólica que se centra en el público o los medios de comunicación. Señala, además, que para que una huelga tradicional tenga éxito se debe lograr el apoyo de algo cercano al 90 por ciento de los afiliados, en contraste con la acción del movimiento social, que se considera exitoso si una pequeña fracción de la población se involucra en la protesta.

En la India, Ekta Parishad mezcla el movimiento de activismo social  y la organización de la comunidad, el apoyo mutuo de base y la financiación internacional, largas marchas masivas y la construcción de movimientos a nivel de pueblos. Imprescindible para el éxito de Ekta es su fuerte estructura organizativa, ejemplificada por la organización de los 50.000 efectivos que  marcharon en 2012 en el Jan Satyagraha. Esta marcha fue diseñada para durar un mes, cubriendo 200 millas desde Gwalior, en Madhya Pradesh a la capital de India, Nueva Delhi. En el evento, Jan Satyagraha llegó a su fin después de sólo una semana, cuando el gobierno de la India se reunió para escuchar las demandas de los manifestantes, y firmó públicamente un acuerdo con Ekta Parishad para redactar una nueva ley sobre la reforma agraria y presionar a los gobiernos estatales a defender o promover la derechos sobre la tierra de los Adivasis (pueblos tribales), los Dalits ("intocables") y otras personas socialmente desfavorecidas.

Mientras la marcha se vio interrumpida, Ekta Parishad tenía la capacidad de organización logística y humana para una marcha de un mes. Lo había demostrado con su marcha de Octubre de 2007 de 25.000 personas que fue llamada Janadesh (el "Veredicto del Pueblo").

Para Jan Satyagraha, los cimientos de la demostración yacían en la organización de las villas que no sólo movilizó a los sin tierra y a los pequeños agricultores a participar en la caminata, pero también sentaron una base económica para su participación mediante la formación de bancos de cereales de la comunidad para apoyar a los miembros de la familia que no participaron en la marcha. Ekta también alentó a las familias a ahorrar durante un tiempo prolongado a fin de servir 'bien a los miembros que participen en la marcha, o los miembros que se queden en el pueblo'.

Hay mucho que se podría decir en este momento acerca de la política de clase y su compromiso político o el poder de resistencia y auto-apoyo a nivel de las bases.

En otro nivel, la confianza y el alcance organizativo necesario para construir una masiva marcha como protesta nacional fue desarrollada por el trabajo de base durante varias décadas. Comenzó con un programa de desarrollo de liderazgo comunitario que Rajagopal describe en la reunión en la Sociedad Religiosa de los Amigos, Cuáqueros. Las cuatro etapas de este programa orientado a los jóvenes eran fomentar la confianza; El análisis del poder; ver la responsabilidad del Estado; y la comprensión de los límites locales para cambiar.

En la primera etapa, los entrenadores cuestionan las creencias de los jóvenes pobres que "sólo las personas con computadoras portátiles y teléfonos móviles son importantes", y que las personas que no saben leer ni escribir, y que trabajan con sus manos, son estúpidos. Rajagopal dijo que les tomó tres o cuatro días para que los participantes crean que el trabajo que realizan, y el conocimiento que poseían, también eran importantes. Alguien podía decir: 'Sólo sé cómo ordeñar vacas'. Estaban asombrados al punto de la risa al descubrir que el  educado entrenador que tenían en frente de ellos, no sabía cómo llevar a cabo las funciones agrícolas básicas, de las que dependían la supervivencia de la comunidad y de la nación: cómo ordeñar una vaca, cómo arar la tierra. Gradualmente llegaron a ver que la producción de alimentos es el mejor trabajo de todos. "En el tercer día, debías ver la luz en sus rostros”, decía con orgullo Rajagopal.

En la segunda fase de la formación, el programa tratará de socavar el fatalismo - incluyendo el "karma", la creencia hindú de que el destino de uno es el resultado predeterminado e inalterable de las opciones anteriores. El objetivo es ayudar a los participantes a ver la pobreza como una invención humana, no una ley divina, y que puede ser disminuida o abolida.

La tercera etapa del programa se centró en la ley de la tierra, y los derechos que los pobres tienen, pero no disfrutan. Las instituciones del Estado se han creado para beneficiar a todos los ciudadanos, pero que, de hecho, sirven a los ricos. Si los pobres luchan por sus derechos, las leyes y las instituciones pueden trabajar para ellos también.

El componente final de la capacitación fue sobre el realismo político: lo que serían las consecuencias de los diferentes tipos de acción basados en la nueva comprensión y las habilidades de los jóvenes aprendices. ¿Cuándo estos nuevos líderes de la comunidad regresen a sus pueblos, con que fuerzas opresivas se enfrentarían, y cómo la iban a enfrentar? Rajagopal nos dijo que una de las razones para este elemento de la capacitación fue reducir la posibilidad de las quejas de la gente, al regresar a casa, sobre el problema  en que se metieron.

Ekta Parishad nació cuando muchos jóvenes organizadores se metieron en problemas: había una responsabilidad moral en Rajagopal y otros entrenadores para apoyarlos (con abogados, o gastos de hospital), pero la exigencia superó su capacidad para suministrar ese apoyo. En su lugar, "por necesidad", comenzó a alentar a los diferentes grupos de las aldeas a apoyarse mutuamente, en una red que se convirtió en Ekta Parishad, ahora es una red de 5.000 aldeas.

Una organización como esta, basada en miles de pueblos, decenas de miles de familias, no puede funcionar sin una estructura estable, confiable que la apoye y que la mantenga unida. Así como una marcha de 50.000 personas pobres no puede funcionar sin una estructura estable, confiable que la apoye y que la mantenga unida. Para construir y mantener este tipo de estructuras, se necesita de personas que tengan responsabilidad y que son responsables ante los demás, ya sea que se llamen representantes sindicales, organizadores, coordinadores, facilitadores o líderes.

No es sólo una cuestión de escala, se trata también de arraigo, la diferencia entre los activistas sin trabas  y obligaciones y los organizadores de la comunidad y el lugar donde trabajan con sus bases, tal vez se mueve a un ritmo más lento. Ambos tipos de participación pueden implicar enormes sacrificios, los dos tipos de personas pueden permanecer en la lucha por largo plazo, pero hay diferencias que merecen ser desenredadas y nombradas.

Milan Rai es co-editor de Peace News.

tomado de TelesurNet: http://www.telesurtv.net/opinion/Construyendo-Organizaciones-Poderosas-20141226-0011.html